Retorno ao Senado será "no momento próprio", diz ministro Armando Monteiro

Mariana Branco - Repórter da Agência Brasil

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, disse hoje (25) que seu retorno ao Senado ocorrerá "no momento próprio". Com mandato de senador  pelo PTB, Monteiro é um dos últimos remanescentes da base aliada na equipe da presidenta Dilma Rousseff na Esplanada dos Ministérios. Também continua no cargo a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, senadora pelo PMDB.  Questionado sobre o assunto, Armando Monteiro disse que, por enquanto, sua disposição é continuar trabalhando.

"O governo está na plenitude de suas atribuições e prerrogativas e, portanto, estaremos trabalhando até o último momento. O meu retorno ao Senado, farei isso no momento próprio", disse. O ministro deu as declarações após participar de negociações da Comissão Bilateral Brasil-Argentina ao lado do ministro argentino da Produção, Francisco Cabrera. Esse foi o primeiro encontro da comissão após ser reativada em fevereiro, em Buenos Aires.  O objetivo do grupo de trabalho é ampliar as relações comerciais entre os dois países.

Impacto

Brasília - Ministro Armando Monteiro (E) recebe o ministro da Produção da Argentina, Francisco Cabrera, para discutir comércio bilateral (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Os ministros Armando Monteiro (Brasil) e Francisco Cabrera (Argentina) discutiram a Comissão Bilateral Brasil-Argentina   Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O ministro da Produção da Argentina classificou a crise política como um problema "interno" do Brasil, sobre o qual não deveria opinar. Ele disse, no entanto, acreditar que o país resolverá a situação graças à força de suas instituições. "Cremos que o Brasil é um país com instituições muito fortes, democráticas e, dentro dessas instituições, vai resolver seus problemas", disse. Ele admitiu, no entanto, que o cenário turbulento está impactando nas relações econômicas entre os países vizinhos.

"Há importante impacto no setor industrial da Argentina. Pouco mais de 50% das exportações industriais [da Argentina] vão ao Brasil. O que estamos fazendo é aguentar essa situação, sabendo que o Brasil, em muito pouco tempo, vai retomar o crescimento e poderemos prosseguir com a normalidade", disse.

 

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