Manifestantes fazem coro de apoio a Dilma em conferência de direitos humanos

Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil

Brasília - Presidenta Dilma Rousseff abre 12 Conferência Nacional de Direitos Humanos e encerra atos pelos direitos da criança, do adolescente, de idosos e outras minorias (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A presidenta Dilma Rousseff abre 12ª Conferência Nacional de Direitos Humanos e recebe apoio dos participantes contra o impeachmentValter Campanato/Agência Brasil

Um evento que vai reunir até o fim da semana cerca de seis mil pessoas, em Brasília, transformou-s em ato de desagravo à presidenta Dilma Rousseff. Antes mesmo de Dilma chegar ao evento, os oradores falavam contra o processo de impeachment, cuja abertura foi aprovada pela Câmara dos Deputados, na semana passada, e agora está em discussão na comissão especial do Senado Federal.

Coros de "Não vai ter golpe, vai ter luta", "Fora Cunha" e "Olê, olê, olá, Dilma, Dilma" eram entoados pelos presentes. Em uma das falas, algumas bandeiras dos movimentos sociais ligados aos diretos humanos foram enumeradas, como democratização da comunicação, criminalização da homofobia, educação inclusiva e reforma política.

Além de ministros de estado e deputados federais do PT, esteve presente a ex-ministra Ideli Salvatti, que hoje trabalha na Organização dos Estados Americanos e lembrou que a entidade manifestou apoio a Dilma. O evento marca o encerramento de quatro conferências temáticas, que debateram temas ligados à criança e ao adolescente, à pessoa idosa, à pessoa com deficiência e aos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT).

A partir de hoje, começa a 12ª Conferência Nacional de Direitos Humanos, que deve receber cerca de 6000 delegados de todo o país. Ao ser anunciado, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) foi ovacionado pelos presentes (LINK). "Ô Bolsonaro, vou te dizer, eu também cuspo em você", gritaram os manifestantes, minutos antes de Dilma chegar ao palco, numa referência à cusparada que Wyllys tentou dar no colega, durante a votação da autorização para o impeachment no plenário da Câmara.

Após a presidenta chegar, os delegados voltaram a entoar gritos como "Dilma guerreira da pátria brasileira" e "No meu país eu boto fé, porque ele é governado por mulher".

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