Governador diz que Brasília está pronta para receber a tocha olímpica

Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil

Brasília - O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, anuncia os brasilienses que participarão do revezamento da tocha olímpica e a programação da celebração de encerramento, que ocorrerá na Esplanada

Governador Rodrigo Rollemberg anuncia os brasilienses que participarão do revezamento da tocha olímpica e a programação da celebração de encerramento, que ocorrerá na Esplanada dos Ministérios Marcelo Camargo/Agência Brasil

Brasília está pronta para receber a tocha olímpica na primeira escala do revezamento de um dos maiores símbolos olímpicos no Brasil. Serão 329 cidades a partir de 3 de maio, a começar pela capital federal. Em coletiva de imprensa realizada na manhã de hoje (28), o governador Rodrigo Rollemberg garantiu que a cidade está pronta para receber a tocha acesa em Olímpia, na Grécia, no dia 21 de abril.

"Estamos muito honrados. Brasília será a primeira cidade do Brasil a receber a tocha olímpica. É a oportunidade de mostrar a cidade para o mundo. Está tudo preparado para que a tocha possa passar sem causar grandes transtornos, com esquema de segurança montado. Esse é um momento extraordinário. Queremos que Brasília seja o palco de celebração dos povos", disse o governador.

Brasília - A secretária de esporte, turismo e lazer do Distrito Federal, Leila Barros, durante anuncio dos brasilienses que participarão do revezamento da tocha olímpica e a programação da celebração de encerram

Para Leila Barros, ex-jogadora e secretária de Esporte do DF, levantar a tocha é a mesma coisa que beija a medalha olímpicaMarcelo Camargo/Agência Brasil

O trajeto da tocha será acompanhado por 3,5 mil agentes de segurança pública. A chama olímpica passará por 15 monumentos da cidade, em diversos pontos, incluindo o Estádio Mané Garrincha, Torre de TV, Ponte JK, Catedral, entre outros. A tocha sai da Praça dos Três Poderes às 10h30, passa por Taguatinga e chega ao Riacho Fundo I, regiões administrativas a cerca de 22 quilômetros do centro da capital.

Em seguida, a chama volta à Esplanada dos Ministérios, onde uma festa a aguarda. Artistas locais e nacionais, como Ellen Oléria, Daniela Mercury e Diogo Nogueira farão shows no local até às 23h. De acordo com Rollemberg, o gasto total com a recepção da tocha será de R$ 3,8 milhões. Desse valor, R$ 541 mil com infraestrutura e R$ 800 mil reais com segurança. A contratação de artistas nacionais, no valor de R$ 250 mil, contará com o apoio financeiro do Ministério da Cultura.

Ansiedade

Serão 143 condutores durante o trajeto da tocha em Brasília. Desses, 25 foram indicados pelo Governo do Distrito Federal (GDF), como ex-atletas e pessoas destacadas em outras áreas. Entre os escolhidos pelo governo da capital estão ex-atletas e medalhistas olímpicos identificados com a cidade, como Joaquim Cruz, Leila Barros, ex-jogadora da Seleção Brasileira de Volei, e Paula Pequeno, também medalhista olímpica de vôlei.

"É, sem dúvida, uma honra. Conduzir a tocha como atleta olímpica é um grande símbolo de lindas memórias e representar minha cidade fará esse momento mais do que especial. Estou muito feliz e ansiosa para viver esse momento histórico", disse Paula Pequeno à Agência Brasil.

Presente à coletiva na qualidade secretária de Esporte, Turismo e Lazer do Distrito Federal, Leila também expressou alegria por ser uma das condutoras. "Levantar a tocha olímpica é a mesma coisa que subir no pódio e beijar a medalha olímpica", afirmou Leila.

A tocha também passará por mãos desconhecidas, mas não menos importantes. Assim como os consagrados atletas olímpicos, cidadãos - até ontem anônimos - não escondem a ansiedade para o dia 3 de maio.

Brasília - O indígena Kamukaiaka Lappa, que participará do revezamento da tocha olímpica no Distrito Federal. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Kamukaiaka Lappa participará do revezamento durante a passagem da tocha pelo Memorial dos Povos IndígenasMarcelo Camargo/Agência Brasil

Kamukaiká Lappa é indígena do Xingu, no Mato Grosso. Atleta de Huka-Huka, esporte de luta típica dos indígenas, ele veio a Brasília participar do revezamento durante a passagem da tocha pelo Memorial dos Povos Indígenas. "Para mim é uma honra participar desse evento. Fui convidado para levar a tocha. Para os indígenas, e também para os não indígenas, carregá-la é algo muito importante para mim".

Bruna Camargo tem 17 anos e é portadora de Síndrome de Down. Ela faz equoterapia no Regimento da Polícia Montada do Distrito Federal e foi escolhida para conduzir a tocha montada em um cavalo. Bruna foi uma das condutoras apresentadas na coletiva desta manhã, no Palácio do Buriti.

"É muita alegria. Estou muito emocionada. Gosto de andar a cavalo e estou muito ansiosa. Tenho vontade de chorar. No dia vou chorar, com certeza", adiantou a menina, bastante animada com o assédio dos repórteres atrás de uma declaração sua.

O policial civil e ex-judoca Alan Blanco também terá seu momento com a tocha olímpica nas mãos.  "A emoção e a ansiedade já tomaram conta. Por mim, já estaria carregando essa tocha hoje. É uma honra muito grande. Estou muito feliz e honrado de participar desse evento em Brasília. Queria passar esse sentimento a todos os atletas de Brasília, a todos os judocas e colegas que me ajudaram na carreira".

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