Polícia Legislativa impede manifestação contra o impeachment no Senado

Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil

Um pequeno tumulto aconteceu momentos antes da abertura da sessão da Comissão Especial do Impeachment, iniciada há pouco no Senado, para ouvir hoje (28) dois dos três autores do pedido de afastamento da presidenta Dilma Rousseff, os juristas Miguel Reale Junior e Janaína Paschoal, que assinam o documento com o também jurista Hélio Bicudo. Um pequeno grupo de manifestantes contra o processo entrou em atrito com a Polícia Legislativa por causa de cartazes que empunhavam.

"Esse é um processo que interessa à população, que não pode entrar no Congresso Nacional e exercer sua liberdade de expressão, nem que seja silenciosamente na Casa", alegou uma das manifestantes, Bia Barbosa, do Comitê Pró-Democracia. De acordo com ela, os cartazes foram arrancados de maneira violenta pelos policiais legislativos, que não dialogaram e não deram explicações sobre a ação.

"Eles tomaram os nossos cartazes, que de um lado tinham a [imagem da] Constituição rasgada e de outro tinham letras que formavam a frase 'Qual foi o crime?', que era a pergunta que a gente queria fazer para aqueles que estão hoje se pronunciando contrários à presidenta Dilma", afirmou Bia.


O protesto era destinado aos autores do pedido de impeachment que vão falar na sessão. No entanto,  Janaína  e Reale Júnior chegaram à comissão por outra sala e não viram o protesto.

As manifestações não são permitidas nas dependências do Senado para evitar constrangimento ao trabalho dos senadores e por serem consideradas perturbação da ordem pela Polícia Legislativa.

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