Veja atos do Dia do Trabalho pelo mundo

Da Agência Lusa

Veja como é o Dia do Trabalho (1º) pelo mundo:

Turquia

Em Istambul, houve confronto entre manifestantes e a polícia. Policiais turcos usaram gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar participantes de manifestações, que não foram autorizadas. O acesso à Praça Taksim, um dos locais preferidos dos turcos para atos políticos, foi bloqueado por barreiras e a região ficou deserta.

Um homem, de 57 anos, morreu ao atravessar uma rua perto da Praça Taksim, esmagado por um veículo. O caso vai ser investigado.

 Em outro ponto da cidade, centenas de sindicalistas e ativistas participam de um desfile na zona de Bakirkoy, perto do aeroporto internacional.

A polícia também usou gás lacrimogêneo para dispersar os ativistas do partido pró-curdo Peoples' Democratic Party, que se opõem ao presidente Recep Tayyip Erdogan e tentavam protestar perto de Bakirkoy. Manifestantes que se dirigiam para a Praça Taksim também foram impedidos.

De acordo com a agência de notícias governamental Anatolia, 36 pessoas foram presas no distrito de Sisli e no distrito vizinho de Besiktas, quando se dirigiam para Taksim.

No total, cerca de 25 mil policias foram mobilizados hoje para atuar em Istambul e muitas ruas da capital turca, Ankara, foram fechadas. 

Espanha

Milhares de trabalhadores participam hoje em Barcelona, em Espanha, de manifestação convocada pelas confederação sindical das Comissões de Trabalhadores e pela UGT.

Os trabalhadores reivindicam a luta contra os baixos salários e a recuperação dos direitos perdidos nos últimos anos.

A manifestação, na Praça Urquinaona, teve a participação de muitos líderes sindicais e políticos, como o presidente da UGT da Catalunha, Matias Carnero; o secretário-geral, Camil Ros; o líder da Confederação Sindical das Comissões de Trabalhadores na Catalunha, Joan Carles Gallego; o vice-presidente e ministro da Economia, Oriol Junqueras; o presidente do Parlamento, Carme Forcadell; e representantes de grupos como o PSC, Catalunya sí Que Es Pot ou Ciudadanos.

Trabalhadores de empresas que estão enfrentando problemas financeiros, como a fábrica da Delphi em Sant Cugat del Vallès (Barcelona) que fechará este ano e demitirá 540 pessoas, também participaram dos atos.

Rússia

Cerca de 100 mil pessoas marcharam pela Praça Vermelha, em Moscou, em uma iniciativa organizada por sindicatos.

"Não ao aumento dos preços e dos impostos! Sim para salários mais elevados e pensões!" é o slogan escolhido pelos organizadores, em linha com a política promovida pelo presidente Vladimir Putin.

O controle da inflação, em plena recessão grave e prolongada no país já três anos, é um dos pilares da política monetária russa, apesar de implicar a manutenção de taxas de juros em alta de 11%.

A polícia de Moscou estimou que cerca de 100 mil manifestantes estão na Praça Vermelha.

A poucos metros do centro da capital, milhares de pessoas participaram na marcha e na manifestação do Partido Comunista da Rússia.

"Cada vez mais pessoas vêm para a festa do 1º de Maio em toda a Rússia. Isto porque no nosso país a contradição entre trabalho e capital é cada vez mais palpável", disse Vladimir Kashin, um dos líderes comunistas.

O presidente russo reconheceu recentemente o aumento do número de pessoas em situação abaixo do nível da pobreza, que já ultrapassam mais de 19 milhões de russos dos 145 milhões de habitantes do país,  o maior número em mais de uma década. De acordo com estatísticas oficiais, 13,4% dos russos vivem abaixo da linha de pobreza, 3 milhões a mais do que em 2014.

Suíça

No país, estão marcados atos em mais de 50 localidades, como Genebra e Zurique, para denunciar a injustiça social, a redução das pensões e contra a maioria de direita, segundo a agência ATS.

Coreia do Sul

Milhares de pessoas protestaram na Coreia do Sul contra a reforma nas condições de trabalho, anunciada pelo projeto do presidente Park Geun-Hye e do partido conservador, que pretende facilitar as demissões.

França

Depois de dois meses de críticas a um projeto de lei trabalhista e de manifestações marcadas pela violência, está agendado para a tarde um ato conjunto dos sindicatos, juntos pela primeira vez em sete anos.

Aústria

Na Áustria, o chanceler social-democrata Werner Faymann foi recebido com vaias dos manifestantes que pediam a sua demissão. O chanceler discursou para cerca de 80 mil pessoas, em Viena, em defesa de uma política para os migrantes.

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