Para Jucá, governo age para desequilibrar Orçamento com medidas de 1º de maio

Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil

Brasília - Entrevista com o senador Romero Jucá durante a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (Valter Campanato/Agência Brasil)

Para o senador Romero Jucá, os maiores prejudicados com medidas tomadas por Dilma serão os brasileirosValter Campanato/Agência Brasil

Cotado para assumir o Ministério do Planejamento em um futuro governo do vice-presidente Michel Temer (PMDB), o senador e presidente em exercício do PMDB, Romero Jucá (RR), criticou hoje (2) as medidas com aumento de gastos anunciadas ontem (1º) pela presidenta Dilma Rousseff. Para Jucá, o governo "perdeu parâmetro de qualquer conta" e está agindo para desequilibrar o Orçamento.

"Qualquer aumento de despesa no momento em que o governo apresenta um astronômico déficit fiscal é algo que deveria ser pensado dez vezes antes de ser feito. Lamentavelmente, o governo perdeu o parâmetro de qualquer conta e está executando despesas em uma tentativa de desequilibrar mais ainda o Orçamento Público. Essa não é melhor forma de agir, mas vamos analisar todos os dados no momento adequado", disse Jucá ao chegar ao Palácio do Jaburu, onde participará de uma reunião com Temer.

Para o peemedebista, se as medidas anunciadas pelo governo foram tomada por "vingança", os maiores prejudicados serão os brasileiros. "[A preocupação] é ampliar ainda mais o desequilíbrio da economia do país e com isso prejudicar as pessoas. O Orçamento é deficitário quando os dados macroeconômicos são negativos e isso impacta no aumento do desemprego, da situação de dificuldade das famílias. Qualquer ação de vingança não estará sendo feita em cima de políticos. O resultado negativo da economia impacta a vida de brasileiros e brasileiras, que todos os dias perdem emprego".

Presidente em exercício do PMDB, Jucá não comentou o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que o Supremo Tribunal Federal investigue a participação dele em esquema de corrupção delatado pelo senador Delcídio do Amaral (sem partido-MT).

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