Abimaq diz que Temer terá "janela" de confiança para melhorar economia

Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil

Representantes do setor de máquinas e equipamentos pediram hoje (4) ao vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), que, caso assuma o comando do país com o afastamento da presidenta Dilma Rousseff, adote imediatamente medidas para conter a queda do consumo e dos investimentos no país.

O presidente da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Carlos Pastoriza, disse que, caso assuma a Presidência da República, Temer terá "uma janela" de confiança de 90 dias para "fazer um cavalo de pau" na economia. Após encontro com o vice-presidente no Palácio do Jaburu, Pastoriza destacou que nos últimos dois anos o consumo no setor caiu 15% e os investimentos, 40%, com tendência de mais queda.

"É um negócio brutal e falamos isso para o Michel. Está derretendo o investimento no Brasil em um momento muito ruim porque deveríamos estar investindo mais que os outros países para a gente fechar o gap [diferença] tecnológico dos [em relação aos] países ricos", comparou.

"No fundo, nós metemos pressão [no vice-presidente]. Falamos: você tem uma janela, na nossa opinião, de 90 dias. Em 90 dias se as coisas não acontecerem a janela se fecha e o bicho pega", disse o presidente da Abmaq sobre o encontro com Temer.

Medidas

Para a Abmaq, no curto prazo, o eventual governo Temer deve baixar a taxa básica de juros (Selic) e reduzir o número de ministérios. "Com a queda da taxa Selic, estimularia o consumo e o investimento imediato. Poderia fazer com que a economia retomasse a produção, o emprego e virasse de espiral viciosa para virtuosa", disse Pastoriza.

Sobre o corte de ministérios, o executivo diz que seria uma medida simbólica importante. "Achamos que é importante, até para efeito simbólico, que se diminua o número de ministérios, com a preservação dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior. Seria um grave erro qualquer fatiamento ou extinção dessas pastas, que são a base do crescimento econômico. Entendemos que tem que haver um corte na carne do governo, sem aumento de impostos".

No pacote de estímulo à economia apresentado a Temer, a indústria de máquinas e equipamentos também sugeriu o destravamento das parcerias público-privadas.

"Existem centenas de bilhões de reais esperando para serem investidos e uma enormidade de projetos de infraestrutura, trilhões de dólares lá fora a espera de um ambiente regulatório e politico confiável. Isso também pode gerar um efeito cascata no consumo muito grande", analisou.

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