Estudantes mantêm ocupação da Assembleia de São Paulo

Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil

 

São Paulo - Um grupo de estudantes secundaristas ocupa o plenário Juscelino Kubitschek, da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Os estudantes ocupam o plenário Juscelino Kubitschek desde ontem à tardeRovena Rosa/Agência Brasil

Os estudantes secundaristas mantêm a ocupação do plenário Juscelino Kubitschek da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), na zona Sul da capital paulista, ocupado ontem (3) à tarde. Eles exigem dos deputados a instauração de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a fraude na merenda escolar no estado. Os estudantes prometem permanecer no local até que a CPI seja instaurada.

O presidente da Alesp, Fernando Capez, um dos acusados de envolvimento na fraude, disse que optou por não usar a força policial para retirar os alunos do prédio e que já entrou com pedido de reintegração de posse que deve ser executado na tarde de hoje (4). Segundo Capez, o prédio foi isolado e foi dado ponto facultativo para os funcionários da Alesp.

São Paulo - O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, Fernando Capez, fala sobre a ocupação plenário por um grupo de estudantes secundaristas (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Para Fernando Capez, a ocupação impede o andamento das votaçõesRovena Rosa/Agência Brasil

"Vamos tomar providências para recuperar os espaços que são da população e onde devem se realizar as votações de projetos. Temos quatro projetos importantes na pauta deste semestre e eu já havia acertado o ritmo das votações, mas a invasão interrompeu isso".

Com o isolamento do prédio, todos os estudantes que saírem não entrarão mais. A estratégia é chamada por Capez de saturação. Além disso, está proibida a entrada de comida no prédio. Os estudantes podem apenas beber água e usar os banheiros.

Capez informou que, em 27 de janeiro, solicitou ao Ministério Público as investigações sobre fraude da merenda. Em seguida, entregou seu sigilo bancário à Justiça e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos.

"A investigação está andando lentamente. O interessado na investigação sou eu".

O presidente da assembleia reafirmou que está conversando com os deputados sobre a CPI e estabelecendo estratégias para colher as assinaturas necessárias para instaurar a comissão.

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