Termina rebelião de detentos em penitenciária de Manaus

Bianca Paiva - Correspondente da Agência Brasil

Após cinco horas de negociação, detentos do Centro de Detenção Provisória Masculino, em Manaus, encerraram nesta madrugada a rebelião iniciada na noite de terça-feira (3). Segundo a administração penitenciária, seis internos tomaram três agentes e uma enfermeira como reféns na área de triagem, que é um dos primeiros acessos do corredor do centro de detenção. Os internos renderam os funcionários com tesouras e objetos que encontraram na enfermaria e despejaram álcool em suas roupas.

O fim da rebelião foi negociado pelo secretário-executivo adjunto da Secretaria de Administração Penitenciária, Klinger Paiva, e pelo coordenador do sistema prisional, Lima Júnior, além de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas, Epitácio Almeida. Os reféns foram liberados e ninguém saiu ferido. A secretaria informou que os envolvidos foram levados a uma delegacia de onde serão transferidos para outra unidade prisional. Essa era a reivindicação deles.

Nesse mesmo presídio ocorreu uma fuga em massa na última segunda-feira (02), quando 39 detentos escaparam. Foi aberto um processo administrativo para apurar responsabilidades. Para o secretário de Administração Penitenciária, Pedro Florêncio, houve falha da empresa que administra o presídio.

"A fuga se deu exatamente não só porque tinha guarita descoberta. A fuga se deu porque a empresa trabalhou mal aqui dentro. Simplesmente não houve revista nesses dias. A cela está cheia de terra, logo, não foi fiscalizada", informou o secretário. Pedro Florêncio afirmou que a empresa pode receber uma multa, caso seja confirmada sua responsabilidade.

Em nota, a empresa disse que foi contratada para cuidar de uma unidade prisional construída com capacidade para 568 detentos, mas que hoje abriga em torno de 1.500. A empresa alega que "isso aumenta potencialmente os riscos". Disse também "que trabalha com atenção redobrada e assim tem evitado fugas e outros problemas, levando em consideração que não é atribuição da empresa a segurança da unidade".

Em relação à fuga, argumentou que, "caso houvesse contingente de policiais militares suficiente nas guaritas da muralha, poderia ter sido evitada". As buscas aos fugitivos são conduzidas pelas polícias Civil e Militar.

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