Defensores públicos fazem mutirão em Brasília com foco no direito à saúde

Da Agência Brasil

Com o objetivo de orientar a população e garantir o cumprimento do direito constitucional à saúde, a Associação Nacional dos Defensores Públicos (Anadep), a Associação dos Defensores Públicos do DF e a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPE-DF) promovem hoje (5) um mutirão de atendimento para o lançamento da campanha "Garantir seu direito é nosso maior feito". A ação deve ser desenvolvida durante todo este ano para assegurar a promoção dos direitos humanos aos cidadãos carentes.

Durante o evento, defensores públicos dão orientação jurídica e esclarecem dúvidas do cidadão que sofre com a saúde pública ou que tem problemas com planos de saúde. Em 2015, a DPE-DF fez mais de 590 mil atendimentos no âmbito da saúde.

Para o presidente da Anadep, Joaquim Neto, o crescimento no número de atendimentos se deve às dificuldades que o cidadão brasileiro tem enfrentado nos últimos anos. "Existem vários fatores para explicar esse crescimento e o primeiro deles é a situação grave que atinge grande parcela da população. A perda do emprego e do direito de compra, por exemplo, tira o acesso a coisas importantes para as pessoas" disse.

Manoel Antônio Araújo Ferreira, de 23 anos, procurou a DPE-DF em busca de uma solução para o caso do pai Manoel Ferreira Gomes. "Estamos, há seis meses, buscando tratamento para o tumor no cérebro do meu pai, no Hospital de Base. Todas as vezes que vamos lá, eles pedem novos exames e nada de marcar a cirurgia. Na consulta com o cirurgião, ele disse que nem estava sabendo do caso e aí o prazo se alonga. O médico disse que teremos que aguardar de um a dois anos para fazer a cirurgia dele", conta.

Eunice Galdino dos Santos, de 75 anos, está buscando resolver o erro médico que ocorreu com o marido Severino Rafael dos Santos há três anos. O tratamento de Severino era feito no Hospital Regional de Taguatinga. "Há três anos, eles fizeram uma cirurgia no meu marido para retirar uma pedra na bexiga, abriram e disseram que não tinha nada. Seis meses depois retornamos, e eles viram que a pedra ainda estava lá. Dois anos e quatro meses depois, como nada tinha sido resolvido e ele ficava a madrugada toda sentindo dor, pedi um empréstimo e fizemos em uma clínica particular no entorno. Em uma hora, foi feito o que esperamos durante três anos", relatou.

O mutirão ocorre durante todo o dia no pátio da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Para o atendimento, o cidadão deve levar documentos pessoais, comprovante de residência e os documentos médicos (receitas, laudos e exames). 

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