Estudantes encerram ocupação da Secretaria de Educação no Rio

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O chefe de comunicação da Secretaria de Educação do Estado, Caio Castro, apoia ato dos alunos que pedem a desocupação das escolas (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro - O chefe de gabinete da Secretaria de Educação do Estado, Caio Castro, considerou positivo o episódioTomaz Silva/Agência Brasil

Estudantes e professores da rede estadual desocuparam, por volta das 21h de ontem (5), a sede da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro, depois de passarem algumas horas no local. A ocupação fez parte de uma mobilização em defesa da greve dos profissionais de educação e a favor da melhoria da qualidade do ensino público no estado.

Mais de 60 escolas estão sendo ocupadas há vários dias por alunos, em todo o estado. Segundo a secretaria, há 67 unidades de ensino ocupadas em todo o estado. O chefe de gabinete e de comunicação do órgão, Caio Castro Lima, classificou a ocupação temporária como um episódio positivo, e disse acreditar em um bom caminho para as negociações.

"Nós, da secretaria, fomos recebidos de surpresa com essa ocupação, mas classificamos como muito positivo esse episódio. Até então, estávamos indo de escola em escola, buscando o acordo, e nunca encontrávamos alguém que pudesse responder pelo movimento. Alegavam que a negociação deveria ser realizada com o comando de ocupações. Como eles estiveram ontem aqui, ficou definido que, na próxima terça-feira (10), às 14h, o secretário Antônio Neto se reunirá com essa comissão para expor os pontos, as reivindicações que podemos atender, além de ser bem claro naquelas que não estão ao nosso alcance", explicou.

Para o estudante Michel Policeno, do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, o primeiro a entrar em processo de ocupação, a Secretaria de Estado de Educação está, segundo ele, "mudando o jogo" quando trata o movimento como positivo.

"A secretaria está mudando o joguinho deles. No começo, quando éramos a única escola ocupada, éramos tratados como invasores e vândalos. Agora, que temos mais escolas no movimento e boa parte da sociedade abraçou a causa, a ocupação é tratada como legítima, pacífica, etc. Essa espécie de apoio deles é apenas teórico. Vamos ver se depois de ontem as coisas andam. Fizemos a nossa parte, agora queremos que façam a deles", disse.

O órgão disse ainda que o Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, o primeiro a ser ocupado e que está há 27 dias úteis sem que os estudantes possam acessar a unidade, precisará, para repor suas aulas, de todo o mês de agosto e de sábados letivos no próximo semestre, já que o recesso escolar começou na última segunda-feira (2) em virtude das ocupações.

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