Vice-líder do governo diz que Maranhão dará sequência a impeachment de Temer

Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil

Vice-líder do governo Dilma Rousseff na Câmara, o deputado Silvio Costa (PTdoB-PE) disse hoje (6) que o presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), dará sequência ao processo de impeachment do vice-presidente Michel Temer. Costa afirmou que tem mantido contatos diretos com  Maranhão que, nas conversas, "jurou de pé juntos que, diferente de Cunha, vai respeitar regimento e Constituição".

Brasília - O deputado Silvio Costa (PTdoB/PE) fala durante entrevista após encontro com a presidenta Dilma Rousseff (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Para Silvio Costa, Maranhão tem se mostrado aberto a avançar em questões do interesse do governoArquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

"Estive com ele, que se comprometeu a encaminhar a todos os líderes partidários, na segunda-feira (9), o pedido para que indiquem os membros da comissão que analisará o pedido de impeachment de Temer. Ele garantiu que, caso os líderes não indiquem os membros, ele mesmo, enquanto presidente da Câmara, tem a prerrogativa regimental de indicá-los".

"Como Cunha havia engavetado, nós ficamos engessados. Como Waldir Maranhão disse que vai em frente, temos a expectativa de instalar a comissão do impeachment de Temer", acrescentou Costa, destacando que Maranhão tem se mostrado aberto a avançar questões que eram do interesse do governo, "mas que vinham sendo engavetadas por Eduardo Cunha".

Silvio Costa disse ainda  que o governo federal vai participar da base de sustentação de Waldir Maranhão na presidência da Câmara dos Deputados. Segundo o vice-líder, ao defender a realização de eleições para decidir quem ocupará o posto a oposição está novamente desrespeitando a Constituição e o Regimento Interno da Câmara e, portanto, tentando "aplicar mais um golpe" no país.

"Quero, mais uma vez, lamentar essa porção irresponsável da oposição brasileira. Ontem (5), vi um documento assinado por líderes deles pedindo eleição para a presidência da Câmara. Não pode ter eleição, a menos que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) renuncie ou que o conselho o casse, ou seja, em caso de vacância. Enquanto não decidir essa questão, o presidente de fato e de direito da Câmara é Waldir Maranhão, e nós vamos dar sustentação a ele", afirmou hoje (6) o vice-líder do governo.

Golpe

"Não adianta a oposição tentar tomar na mão grande, como tomaram o mandato da presidenta Dilma Rousseff. Não vão tomar o mandato de Waldir Maranhão, porque nós vamos proteger o regimento [da Câmara] e a Constituição Federal. Essa é uma oposição golpista, que deu o golpe em Dilma e agora quer dar em Waldir Maranhão", acrescentou o deputado.

Outro aceno de Maranhão que agradou o vice-líder governista foi o de "desengavetar" uma petição da Advocacia-Geral da União (AGU) requerendo a anulação da sessão do dia 17 de abril, que resultou na autorização para que o processo de impeachment seja analisado pelo Senado Federal.

"Tenho em mãos um pedido da AGU que Cunha estava engavetando. Esse pedido tem substância jurídica e regimental para anular a sessão do impeachment. Waldir Maranhão disse claramente que analisará esse pedido. Ao analisar, se ele realmente seguir a Constituição e o regimento da Casa, não terá outro caminho a não ser anular aquela sessão, porque todos os motivos regimentais e constitucionais estão contidos aqui", concluiu Silvio Costa.

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