Sindicato critica gestão de hospital da UFF e demissão de terceirizados

Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal Fluminense (Sintuff) criticou hoje (10) a administração do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP) pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e disse que o convênio não tem dado os resultados esperados.

Segundo o sindicato, quando o contrato foi assinado, a promessa era de que a nova administração manteria o quadro de empregados terceirizados e a quantidade de leitos do hospital. No entanto, de acordo com a entidade, 40 leitos foram fechados na semana passada porque os contratos dos terceirizados não foram renovados.

A coordenadora do Sintuff, Lígia Martins, disse que a direção da universidade anunciou a assinatura de um contrato em caráter de emergência para garantir a permanência de 270 empregados terceirizados, mas não informou a data para o processo.

Problemas

A sindicalista relatou que hoje de manhã os quatro elevadores do HUAP estavam parados e que uma mulher com gravidez de risco teve que ser transportada para o 8º andar do prédio. Além disso, segundo a coordenadora, os setores de tomografia e de ressonância magnética da unidade estão parados.

"O Antônio Pedro tem casos de média a alta complexidade e atende a vários municípios ao redor, como São Gonçalo, Itaboraí, Maricá, ao todo sete municípios. Esses pacientes só têm o Antônio Pedro. Se um paciente crônico não é internado para a continuidade do tratamento o quadro dele se agrava."

O superintendente de Comunicação Social da UFF, Afonso de Albuquerque, classificou as reclamações do sindicato como "luta política" e disse que parte dos problemas se deve à redução de recursos imposta à universidade.

Segundo Alburquerque, a direção da UFF tem negociado com o Ministério da Educação uma solução para a renovação do contrato de empregados temporários. "As decisões que estão sendo tomadas são no sentido de que a universidade não quebre e, dentro do possível, as coisas estão funcionando relativamente bem, em um contexto do país que está em mar revolto", disse.

O representante da UFF contestou as críticas do sindicato sobre a administração da EBSERH e disse que não se pode relacionar a gestão da empresa ao corte de funcionários. "Não é o sistema da EBSERH que leva a menos servidores. É o país que atualmente está em um impasse institucional", ponderou.

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