Edinho Silva: "Brasil amanhece hoje um país menos democrático"

Ana Cristina Campos - Repórter da Agência Brasil

O ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, disse hoje (12), em seu blog pessoal, que o afastamento da presidenta Dilma Rousseff pelo Senado é "um inaceitável desrespeito à Constituição e à vontade do povo brasileiro". Edinho foi exonerado nesta quinta do cargo junto com outros ministros de Dilma.

"As regras do jogo democrático estão sendo desrespeitadas e o voto popular, ignorado. Lamentavelmente, o Brasil amanhece hoje um país cuja democracia está enfraquecida. Este desvirtuamento dos procedimentos pelas próprias instituições brasileiras tem um só nome: golpe irreparável contra a ordem democrática", disse Edinho.

O Senado aprovou, por 55 votos a favor e 22 contra, a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Com isso, o processo será aberto no Senado e Dilma será afastada do cargo por até 180 dias, a partir da notificação - que deve ocorrer no final da manhã de hoje. Os senadores votaram no painel eletrônico. Não houve abstenções. Estavam presentes 78 parlamentares, mas 77 votaram, já que o presidente da Casa, Renan Calheiros, optou por não votar.

Segundo Edinho, o afastamento da presidenta Dilma não significa "resignação". "Continuaremos trabalhando para que essa imensa injustiça cometida seja revertida. Dilma acredita nas causas pelas quais lutou toda a vida e irá até o fim na busca por justiça e na defesa da democracia. Sem dúvida, neste percurso, terá ao seu lado uma verdadeira legião de militantes, apoiadores e simpatizantes engajados na causa democrática", afirmou o ex-ministro.

Para Edinho, a democracia no Brasil "deu um passo atrás". "Agora, mais do que nunca, é preciso um pacto entre os brasileiros para defender os avanços históricos. Penso que podemos nos entender e progredir na defesa intransigente da justiça social e da verdadeira democracia. É urgente a construção de uma aliança nacional, na busca das reformas, iniciando-se pela reforma político-partidária, tornando o Brasil mais republicano, politicamente mais participativo e representativo. Temos que, definitivamente, superar as mazelas do nosso modelo de financiamento político-eleitoral e partidário", acrescentou.

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