Cristina Kirchner será processada por prejuízo aos cofres públicos

Monica Yanakiew - Correspondente da Agência Brasil

O juiz federal Claudio Bonadio abriu processo, nesta sexta-feira (13), contra a ex-presidenta argentina Cristina Kirchner, pelo caso da venda de dólares no mercado futuro, que teria causado um prejuízo aos cofres públicos equivalente a R$ 17 bilhões. A Justiça decretou um embargo dos bens dela, no valor de R$ 3,7 milhões.

Além de Cristina Kirchner, serão processados o ex-presidente do Banco Central, Alejandro Vanoli; o ex-ministro da Economia e atual deputado federal, Axel Kicillof ; e mais doze ex-funcionarios do governo dela. Eles foram acusados de "administração infiel em prejuízo da administração pública".

Em 2015 - último ano do segundo mandato presidencial de Cristina Kirchner - o Banco Central vendeu contratos futuros de dólares, negociados meses antes do fim do segundo mandato de Cristina, a preços em média 42% abaixo da cotação no mercado internacional. Na época, ainda vigoravam os controles cambiais impostos pelo governo em 2011, para impedir a fuga de divisas. O Banco Central vendeu a moeda norte-americana prevendo que, no futuro, custaria cerca de dez pesos (cifra próxima ao câmbio oficial), quando no mercado paralelo já tinha superado os 15 pesos.

No dia 13 de abril, Cristina Kirchner compareceu perante a Justiça para prestar depoimento sobre o caso. Era a primeira vez que voltava a Buenos Aires em quatro meses. Cristina Kirchner viajou para a província de Santa Cruz, no extremo sul da Argentina, no dia 10 de dezembro - sem comparecer a posse de seu sucessor, Mauricio Macri.

Cristina Kirchner apresentou sua defesa por escrito e acusou o juiz e o atual governo de persegui-la por motivos políticos. Depois fez um discurso a multidão que a esperava na saída do tribunal.

Esse não e o único caso de Cristina Kirchner com a Justiça. Ela também está sendo investigada em um caso de lavagem de dinheiro envolvendo o empreiteiro Lazaro Baez. Ele enriqueceu nos governos do ex-presidente Nestor Kirchner (2003-2007) e de sua sucessora e viúva, Cristina (2007-2015), com contratos públicos - alguns deles não executados. Baez é suspeito de ser testa-ferro dos Kirchner, que são donos de hotéis e imóveis no sul da Argentina.

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