Associação de magistrados do Rio pede mais segurança para membros do Judiciário

Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil

A Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj) manifestou hoje (16) repúdio a atos de violência contra magistrados e elogiou a Operação Capitania, que levou à prisão de criminosos de Niterói e São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, que pretendiam matar uma juíza em resposta à atuação dela contra o crime organizado.

A operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e pela Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí para cumprir mandados de prisão temporária contra 21 pessoas acusadas de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, além de 40 mandados de busca e apreensão.

De acordo com as investigações, a quadrilha era liderada por Luiz Carlos Gomes Jardim, conhecido como Luiz Queimado, que chefiava o tráfico em pelo menos 12 comunidades de Niterói e São Gonçalo. Queimado e o seu grupo planejaram o assassinato de uma juíza criminal de Niterói.

O acusado já ficou detido no Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, mas foi beneficiado com prisão domiciliar, cumprida em Itabuna, na Bahia, após informar que sofria de câncer. Segundo o MPRJ, apesar de preso, o traficante recebia dinheiro da venda de drogas, repassado por seus comandados.

Para ocultar a procedência do dinheiro do tráfico, parentes de Queimado foram usados como laranjas para a lavagem de dinheiro com a abertura de estabelecimentos comerciais em São Gonçalo.

Risco

Segundo com a Amaerj, o Rio de Janeiro é o estado com mais magistrados em situação de risco no país. "Em 2011, viveu a dor do assassinato da juíza Patrícia Acioli, que atuava na mesma região, pelo exercício da função", lembrou a entidade.

Os magistrados dizem reconhecer os esforços do Tribunal de Justiça e da Diretoria Geral de Segurança Institucional do estado em assegurar proteção aos membros do Poder Judiciário, sobretudo aos que estão sob ameaça.

A entidade informou que, diante dos riscos dos magistrados, requereu, em março, o reforço da segurança dos fóruns, com policiais militares em todos os ambientes de audiência e a instalação de portais de segurança com detector de metais e do aparato necessário para restringir o ingresso de pessoas armadas, entre outras medidas práticas.

Nas últimas semanas, outra medida reivindicada pelos magistrados foi implantada: o controle de acesso de pessoas nos fóruns, incluindo servidores, promotores, defensores, advogados e policiais.

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