Reajuste para metroviários da CBTU será definido pela Justiça trabalhista

Sumaia Villela - Correspondente da Agência Brasil

Metroviários em greve e a direção da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) resolveram, em consenso, ir a dissídio de ordem econômica. Assim, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) é quem vai definir o valor do reajuste para a categoria, já que não houve acordo entre as partes. A decisão foi tomada em reunião entre sindicalistas e o presidente da empresa, Marco Fireman, na manhã desta segunda-feira (16), mas para valer de fato ainda é preciso que a proposta seja aprovada em assembleias dos trabalhadores.

Os trabalhadores da CBTU, empresa de economia mista vinculada ao Ministério das Cidades, pedem reposição inflacionária de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor - Amplo (IPCA). O acumulado dos últimos 12 meses é 9,28%. A companhia afirma que só pode pagar 5,5% porque, de acordo com a ata da reunião, não há orçamento disponível para atender o percentual solicitado.

"A CBTU esclarece que a situação econômica do pais atingiu também seu orçamento, que sofreu contingenciamentos no aporte de mais de R$ 79 milhões, o que representa um corte de 40% no orçamento inicialmente aprovado, que já era insuficiente e inferior às necessidades de custeio", afirma a empresa, em documento assinado pelo presidente da companhia, outra representante da direção e sindicatos de todas as praças.

Diante da falta de acordo, ambos resolveram levar a decisão à Justiça, o que, de acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexos do Estado de Pernambuco, (Sindmetro/PE), Diogo Morais, deve ocorrer até sexta-feira (20).

Em outros pontos da pauta houve acordo. Como a CBTU queria deixar de pagar o Vale Cultura aos funcionários, as lideranças sindicais concordaram em substituir o benefício por dois tíquetes refeição extras por mês. O fornecimento de toalhas para funcionários que precisam tomar banho no trabalho, que também poderia ser retirado, foi assegurado em duas unidades por semestre.

Os termos discutidos na reunião vão ser levados às assembleias da categoria em cada estado, que definem se aceitam e se encerram a greve, que ocorre de maneiras diversas em cada praça. Em Minas Gerais e Pernambuco, as maiores praças da companhia, houve paralisação dos serviços, enquanto em Natal e Maceió foi decretado estado de greve. No Recife a assembleia dos trabalhadores está marcada para 18h de hoje.

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