Equipe feminina tem mais chances de medalhas no judô, diz medalhista olímpico

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

Na avaliação do campeão brasileiro de judô Flávio Canto, medalhista de bronze na Olimpíada de Atenas, em 2004, as expectativas do Brasil nessa modalidade são boas para os Jogos Olímpicos que serão abertos no dia 5 de agosto, no Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, em especial para a seleção feminina.

"Acho que na equipe feminina a gente tem mais chances de sucesso, pelo retrospecto recente do último ciclo olímpico, principalmente. Há mais meninas com chance de medalha na equipe do que meninos", comentou, em entrevista à Agência Brasil.

Flávio Canto lembrou que o resultado do Campeonato Mundial, em 2013, foi muito bom, com seis medalhas para o Brasil: "Foi o melhor de todos em número de medalhas". Entretanto, ele lembrou que, em 2014, o número caiu para quatro medalhas e, no ano passado, para duas. Segundo o ex-judoca, que se aposentou dos tatames em 2012, "houve um decréscimo de performance preocupante".

O alarme, explicou, foi acionado depois do Mundial de 2015, quando algumas ações deram resultados positivos e integrantes da equipe feminina que não estavam bem voltaram a subir no pódio. "Agora, há uma perspectiva melhor de um número parecido com o que a gente teve em Londres. Talvez umas quatro medalhas, com viés de alta", afirmou.

Entre as judocas que poderão ganhar medalhas para o Brasil na Rio 2016, Flávio Canto citou Mayra Aguiar, Érika Miranda, Sarah Menezes, Rafaela Silva e Maria Suellen Atlheman. "Todas estão muito bem", disse.

Em 2003, Canto criou o Instituto Reação, organização não governamental (ONG) que promove o desenvolvimento humano e a inclusão social por meio do esporte e da educação, a partir do judô. A proposta é utilizar o esporte como instrumento educacional e de transformação social, formando faixas pretas dentro e fora do tatame. O judô função de transformação na vida das pessoas para melhor, muito grande".

Em 2003, Canto criou o Instituto Reação, organização não governamental (ONG) que promove o desenvolvimento humano e a inclusão social por meio do esporte e da educação, a partir do judô. A proposta é utilizar o esporte como instrumento educacional e de transformação social, formando faixas pretas dentro e fora do tatame. Para ele, não só o judô, mas qualquer esporte, tem uma função educacional muito rica na formação humana.

"No judô, especialmente, a gente tem valores muito poderosos, inspirados no código dos samurais, de disciplina, respeito, coragem, amizade. A gente pratica esses valores diariamente, dentro do tatame, e acaba levando isso para a vida, no dia a dia. Acho que o judô acaba exercendo uma função de transformação na vida das pessoas para melhor, muito grande", diz o ex-atleta.

O Instituto Reação tem atualmente cinco polos - Rocinha, Cidade de Deus (Jacarepaguá), Tubiacanga, Pequena Cruzada e Deodoro e iniciou há cerca de três meses a sexta unidade no Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), com 120 alunos. No total, a ONG atende a mais de 1,2 mil crianças, adolescentes e jovens a partir dos quatro anos de idade, integrando diferentes classes sociais pelo esporte. No futuro, Flávio pretende levar o projeto para outros estados.

 

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