Centrão será formalizado na próxima terça e reforçará apoio a Temer na Câmara

Carolina Gonçalves - Repórter da Agência Brasil

Deputado André Moura apresenta relatório preliminar do Pacto Federativo. A ideia é aprovar a proposta em plenário no segundo semestre deste ano para que as normas entrem em vigor em 2016 (Wilson Dias/Agência Brasil)

O Centrão defende o nome de André Moura (PSC-SE) para a articulação do governo com o Congresso

Wilson Dias/Agência Brasil

Enquanto o governo não confirma o nome do novo líder na Câmara, lideranças do bloco conhecido como Centrão - PEN, PTB, PP, PR, PSL, PSD, PRB, PTN, PSC, PHS, PROS e Solidariedade -, além do PMDB que ainda não aderiu ao grupo, voltaram a se reunir na manhã de hoje (18). Os parlamentares que defendem o nome de André Moura (SE) - atual líder do PSC - para a função de articulação do governo com o Congresso, evitaram confirmar a escolha, mas anunciaram independentemente da decisão do presidente da República interino Michel Temer o compromisso de garantir as votações na Casa.

"O compromisso dos partidos é com a normalidade e funcionamento da Casa, votando, a partir de hoje, matérias de interesse do país, começando com medidas provisórias que trancam a pauta", garantiu o líder do PP, deputado Aguinaldo Ribeiro (PB). O deputado negou que a sugestão do nome de Moura esteja vinculada às votações.

O Centrão será formalizado na próxima semana, como um bloco de 225 deputados aliado a Temer. O PMDB ainda não ingressou no grupo, mas acrescentaria ainda outros 68 parlamentares, completando o maior bloco da Casa, com mais da metade dos 513 deputados. O líder interino da legenda, Leonardo Quintão (MG), disse que vai defender a adesão do partido ao bloco. "Estamos caminhando para participar do bloco. Isso traz governabilidade para Michel Temer. O que precisamos agora na Câmara é votar. Vou lutar para partido compor o bloco."

Ambos evitaram confirmar o nome de Moura no cargo. O anúncio deve ser feito pelo próprio presidente Temer. Ontem (18), o grupo formalizou o apoio na primeira reunião que o presidente da República interino fez com as lideranças partidárias. O apoio não conta, porém, com PSDB, DEM e PPS que defendiam Rodrigo Maia (DEM-RJ) na função, argumentando, inclusive, que Moura é próximo do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e que o líder precisava ter mais autonomia na Casa.

Há rumores de que o DEM possa assumir a liderança do bloco da maioria, caso Moura seja confirmado na liderança do governo. Ao comentar a indicação de Moura, o líder democrata, Pauderney Avelino (AM), disse que quem está por trás dessa articulação é o deputado afastado Eduardo Cunha, "pelo fato de André Moura ser umbilicalmente ligado a ele". "Já temos um presidente interino que obedece a Cunha, a Câmara já é diriguida a distancia", destacou.

 

 

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