Certificado permite Eletronuclear dosar radiação de servidor na própria empresa

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

A acreditação pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), conferida em abril deste ano, permitirá que o Laboratório de Dosimetria Termoluminiscente da Eletronuclear gere uma economia para a empresa de mais de R$ 800 mil por ano. O certificado, considerado inédito entre laboratórios do gênero no Brasil, permite que o serviço de dosagem de radiação a que os funcionários das usinas nucleares estão expostos passe a ser feito diretamente pelo laboratório.

Os dosímetros da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto são aferidos para medição e avaliação da energia contida. A informação é do chefe da Divisão de Proteção Radiológica da Eletronuclear, responsável pelo laboratório, Aylton Levandosqui.

Até então, o trabalho de monitoração da radiação era feito por encomenda ao Instituto de Radiodosimetria (IRD), da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Os trabalhos para obter o certificado do Inmetro foram iniciados em 2011 pelo laboratório, que passou por várias auditorias que atestaram sua competência para realização de atividades de ensaios, no caso de monitoração externa. 

Acreditação

Para Aylton Levandosqui, a acreditação dá mais autonomia e liberdade para o laboratório da Eletronuclear e constitui uma prova da competência dessa unidade para fazer a monitoração.

Além disso, a dosagem de radiação do chamado indivíduo ocupacionalmente exposto (IOE), feita mensalmente, vai apresentar resultados em apenas uma semana, ao contrário do que ocorria anteriormente com o IRD, cuja resposta, devido à quantidade de dosagem,  costumava ser dada em um ou dois meses. Sempre que um funcionário acessa área controlada, ele tem de portar esses dosímetros, que vão medir a radiação a que ele está exposto.

A acreditação do Inmetro permite que o Laboratório de Dosimetria Termoluminiscente da Eletronuclear possa fazer serviços para outras instituições, como hospitais e universidades. Aylton Levandosqui esclareceu que, diante da elevada demanda da Central Nuclear, o laboratório não aceita contratações.

"A gente não faz porque nossa demanda é grande e queremos manter a qualidade e o serviço em alto padrão". A dosagem de radiação é feita em cerca de três mil trabalhadores das usinas por mês. Quando há alguma parada programada para manutenção, como da Usina Nuclear Angra 1, prevista para junho, esse número é acrescido de mais 1,5 mil funcionários. 

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos