Manifestantes protestam contra governo Temer em Porto Alegre

Daniel Isaia - Correspondente da Agência Brasil

Milhares de manifestantes contrários ao governo do presidente interino Michel Temer marcharam nas ruas de Porto Alegre na noite desta quinta-feira (19). Eles se reuniram por volta das 18h na Esquina Democrática, como popularmente é conhecido o cruzamento entre a Avenida Borges de Medeiros e a Rua dos Andradas, no Centro Histórico da capital gaúcha.

Manifestantes protestam contra governo Temer em Porto Alegre

Manifestantes marcharam nas ruas de Porto Alegre contra o governo do presidente interino Michel TemerDaniel Isaia/Agência Brasil

Desta vez, não havia caminhão de som, como nos protestos anteriores contra o impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff. Por isso, não houve discursos de lideranças políticas. Os manifestantes fizeram faixas e cartazes que denunciavam o que eles consideram um "golpe" e criticavam ações do governo interino, como o fim do Ministério da Cultura.

Por volta das 19h, o grupo saiu em caminhada pelas ruas do Centro Histórico e do bairro Cidade Baixa, também na região central de Porto Alegre. Durante a marcha, os gritos de ordem eram direcionados especialmente a Temer, mas o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, também foi alvo dos manifestantes. O grupo chegou a interromper a marcha durante alguns minutos diante do Palácio Piratini, sede do governo gaúcho.

O fim da caminhada aconteceu por volta das 20h30 no Largo Zumbi dos Palmares, na Cidade Baixa, como havia ocorrido em outros atos. Os manifestantes ocuparam as duas pistas da Avenida Loureiro da Silva e permaneceram no local entoando gritos de ordem.

Dispersão negociada

Ao chegar no Largo Zumbi dos Palmares, algumas lideranças dos movimentos sociais que organizaram o ato se dirigiram até onde estava o tenenete-coronel Mário Ikeda, comandante de policiamento da capital gaúcha, para negociar as condições de desocupação da avenida. O objetivo era evitar novos confrontos com a Brigada Militar, como aconteceu na última sexta-feira (13), também em protesto contra o presidente interino ? quando a multidão foi dispersada com uso de bombas de efeito moral e tiros de borracha.

"As últimas manifestações foram interrompidas com violência quando estávamos nos preparando para dispersar a militância. Desta vez nós resolvemos negociar para nos anteciparmos a esse tipo de ação e para buscarmos estabelecer um diálogo com a Brigada Militar", explicou o militante da Frente Popular da Juventude, Carlos Alberto, que preferiu não revelar o sobrenome.

O tenente-coronel aceitou esperar até as 21h para liberar o trânsito na Avenida Loureiro da Silva. No horário combinado, a maioria dos manifestantes havia ido embora, mas dezenas de pessoas permaneceram no local e passaram a provocar os policiais com palavras de ordem. Mesmo assim, Ikeda decidiu esperar até a dispersão completa do grupo para a liberação do trânsito, o que ocorreu por volta das 22h.

 

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