Sobreviventes de Hiroshima esperam desculpas de Obama

Da Sputnik

Hiroshima - Memorial da Paz em Hiroshima, com o domo que resistiu à explosão da bomba atômica ao fundo. A bomba lançada pelos EUA durante a 2 Guerra Mundial devastou a cidade em 1945

Memorial da Paz em Hiroshima, com o domo que resistiu à explosão da bomba atômica ao fundo. A bomba lançada pelos EUA durante a 2ª Guerra Mundial devastou a cidade em 1945Kimimasa Mayama/EPA/Agência Lusa

Os sobreviventes das explosões nucleares da cidade japonesa de Hiroshima declaram que as desculpas por parte do presidente norte-americano, Barack Obama, seriam bem-vindas, divulgou a agência Reuters.

O conselho das organizações dos sobreviventes de explosões nucleares no Japão pretende inclusive exigir desculpas do presidente dos EUA durante sua visita a Hiroshima, prevista para 27 de maio, divulgaram os representantes do conselho durante uma coletiva em Tóquio na terça-feira (17).

"Nós certamente gostariam de receber uma desculpa por pessoas que perderam as suas vidas, que perderam os seus namorados, pais que perderam as suas crianças", disse Terumi Tanaka, chefe da organização e natural da cidade de Nagasaki que tinha 13 anos quando ocorreu a explosão da bomba atômica, durante a coletiva de terça.

Enquanto isso, de acordo com ele, a prioridade é eliminar todas as armas nucleares eternamente.

Obama, que em 2009 recebeu o prêmio Nobel da Paz parcialmente por razão de tornar a questão de não proliferação das armas nucleares o tema central da sua agenda, será o primeiro presidente americano que visitará Hiroshima, o local do primeiro bombardeio atômico, que tinha sido realizado em 6 de agosto de 1945.

Mas, a Casa Branca mais cedo informara que Obama não tem planos de pedir desculpas pelo bombardeio nuclear.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os EUA realizaram bombardeios com bombas atômicas das cidades de Hiroshima e Nagasaki no resultado dos quais morreram de 130 a 250 mil pessoas. O caso é o único de uso das armas nucleares na história, e o papel dos bombardeios na rendição do Japão e a sua justificação ética ainda são pontos debatidos entre acadêmicos e na sociedade.

 

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