Brasil discute Olimpíadas e combate ao Aedes na Assembleia Mundial da Saúde

Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil

A 69ª sessão da Assembleia Mundial da Saúde começa amanhã (23) em Genebra, na Suíça. Considerado pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma espécie de encontro supremo na tomada de decisões sobre a saúde global, o evento segue até o próximo sábado (28) e deve reunir delegações de todos os 194 países-membros, inclusive do Brasil.

A tarefa principal da assembleia, segundo a OMS, é definir as políticas gerais da organização, supervisionar políticas financeiras voltadas para a saúde e nomear o diretor-geral da entidade, além de revisar e aprovar uma programação de orçamento. O encontro é realizado todos os anos na sede da organização, localizada no centro da cidade suíça.

O evento, este ano, tem como tema central a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável - pactuada em 2015 em substituição aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Também serão tratados assuntos como obesidade infantil, aleitamento materno, doenças transmissíveis, resistência microbiana a antibióticos e emergências em saúde, em especial a epidemia de Zika e microcefalia.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, participa da assembleia já a partir de amanhã. Por meio de nota, a pasta informou que uma das prioridades do Brasil no encontro será tranquilizar as demais nações quanto às medidas de segurança na área da saúde a serem adotadas durante os Jogos Olímpicos, em agosto, no Rio de Janeiro.

"Vou dizer que os turistas e atletas podem vir ao Brasil, que as condições propostas quando nos candidatamos para receber as Olimpíadas estarão garantidas", disse Barros na última terça-feira (17), ao afirmar que o presidente interino Michel Temer convocou reunião ministerial para que cada ministério tome as providências necessárias para a melhor condução do evento esportivo.

O mosquito Aedes aegypti, de acordo com o comunicado, também será prioridade nos diálogos estabelecidos pelo Brasil durante o evento em Genebra. O objetivo, segundo o ministério, é buscar experiências exitosas no combate ao vetor, de modo a avaliar alternativas para o caso brasileiro, com foco em novas tecnologias.

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