Comissão Parlamentar de Inquérito ouve ex-presidente do Carf

Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil

Começou há pouco a sessão da Comissão Parlamentar de inquérito (CPI) que investiga suspeitas de favorecimento a empresas devedoras da Receita Federal nos julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), destinada a ouvir o ex-presidente da entidade Edison Pereira Rodrigues e sua filha Meigan Sack Rodrigues.

Sócios do escritório Rodrigues Advogados, pai e filha participaram de suposto esquema para beneficiar a empresa Laser Tech Comércio e Importação de Eletrônicos nos julgamentos do tribunal. Os dois chegaram à CPI respaldados por um habeas corpus preventivo.

Apesar de responder as perguntas iniciais feitas pelos deputados, Edison se negou a responder a algumas perguntas sobre como sua filha se tornou conselheira do Carf. Segundo ele, a nomeação foi por iniciativa dela e não houve qualquer indicação por parte dele. "Ela foi lá e se inscreveu. Não fiz qualquer indicação", disse.

"O pedido foi feito diretamente na CNC [Confederação Nacional do Comércio]. Foi o que fiz. Tinha acabado o doutorado e tenho um currículo bom. Enviei e participei da lista tríplice. Foi assim que entrei em 2003 e fiquei até 2006", disse Meigan.

Entre os sete crimes investigados, estão supostas práticas de associação criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. Segundo os investigadores, uma conversa gravada com autorização da Justiça em setembro do ano passado mostra que o ex-presidente do Carf considerava traidor quem votava contra os interesses do grupo.

Estão previstos também depoimentos do lobista Guilherme Pollastri Gomes da Silva e do advogado Tharyk Jaccoud Paixão.

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