DF lança programa que custará R$ 6 billhões para melhorar transporte coletivo

Da Agência Brasil

Brasília - O secretário-adjunto de Mobilidade do DF, Fábio Damasceno, apresenta o primeiro Programa de Mobilidade Urbana do Distrito Federal (Antonio Cruz/Agência Brasil)
O  secretário  adjunto   de  Mobilidade  do  Distrito Federal,  Fábio  Damasceno,  explica  as  ações

incluídas no programaAntonio Cruz/Agência Brasil

A Secretaria de Mobilidade do Distrito Federal (DF) lançou hoje (24) o programa Circula Brasília, que tem com o objetivo promover e integrar as ações e políticas de transporte da capital federal de forma segura, inclusiva e sustentável. Entre as ações previstas no programa destacam-se a implantação do bilhete único, obras em rodovias, ciclovias e rede integrada de metrô, BRT (transporte rápido por ônibus) e VLT (veículo leve sobre trilhos).

Segundo o secretário adjunto de Mobilidade, Fábio Damasceno a frota de veículos dobrou nos últimos 10 anos no Distrito Federal e, para reduzí-la, é necessário investir em transporte coletivo. "Temos 1,77 pessoa por automóvel no Distrito Federal. Temos 55 automóveis para cada 100 habitantes e, para levar essa quantidade de habitantes, precisamos apenas de um ônibus. Brasília tem a menor taxa de uso de coletivos do país. Por isso, precisamos investir em transporte coletivo de qualidade. O transporte público tem que ser atrativo, precisa gerar conforto para a população."

Serão gastos no programa Circula Brasília R$ 6 bilhões. De acordo com o governador do DF, Rodrigo Rollemberg, parte do valor já está disponível e algumas obras terão inicio ainda neste ano. "Temos em torno de R$ 1,6 bilhão, fruto de financiamentos já autorizados, o o restante tem parte aprovada, mas sabemos que não teremos liberações imediatas e buscamos parcerias político-privadas para levar melhorias para a população." Rollemberg informou que as obras como as do trevo de triagem norte, da terceira pista de ligação do Balão do Torto e do Colorado terão início provavelmente em junho ou julho.

O secretário de Mobilidade, Marcos Dantas, destacou que, além de conforto, o projeto trará a quebra de paradigmas. "O desafio é gigantesco, mas o programa vai mudar o paradigma da mobilidade urbana do DF. Não se trata de mais um plano diretor, e sim de ações concretas. Estamos trabalhando para que o usuário de transporte pegue o ônibus de um lado e chegue do outro com menos tempo no trânsito e com mais conforto."  Dantas enfatizou que o Distrito Federal passará a ser reconhecido como uma área que se preocupa com a segurança e a qualidade de vida da população.

As ações previstas no plano deverão ser concluídas em prazo entre um e três anos, com exceção da expansão do metrô para a região norte do Distrito Federal, que deve começar em junho de 2018 e ficar pronta em maio de 2026.

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