Manifestantes detidos em São Paulo devem ser liberados ainda nesta quarta

Elaine Patricia Cruz - Repórter da Agência Brasil

Policiais militares formam barreira em frente ao prédio ocupado na Avenida Paulista Rovena Rosa/Agência Brasil

Parte dos militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) que ocuparam o escritório da Presidência da República no início da tarde de hoje (1º) vai passar a noite no prédio. O movimento não informou, porém, quantas pessoas vão dormir no acampamento.

Os manifestantes começaram a deixar a Avenida Paulista por volta das 20h, mas devem voltar amanhã. O MTST protesta contra a suspensão de parte do programa Minha Casa, Minha Vida pelo governo federal.

Por volta das 16h30, um manifestante soltou um rojão e foi abordado por policiais militares. Para impedir sua detenção, outros manifestantes se aproximaram dos policiais, o que deu origem a um grande tumulto. A polícia jogou bombas de gás e spray de pimenta para dispersar o grupo. Na confusão foram detidas seis pessoas. O tenente-coronel André Luiz disse que o sem-teto foi detido "porque estava com objetos que são proibidos em manifestação, e a polícia já foi agredida diversas vezes por rojões. Ele não deveria ter vindo com rojões para cá".

À noite, pouco antes da dispersão da manifestação, Guilherme Boulos, um dos coordenadores do MTST, disse que obteve a confirmação da Polícia Militar de que os detidos seriam liberados ainda hoje, com exceção de um, cuja detenção continuará por razões alheias à manifestação. De acordo com Boulos, esse manifestante é integrante da Ocupação Dandara e não será liberado nesta quarta-feira porque tinha outra pendência. Boulos informou que amanhã (2) advogados do MTST tentarão soltá-lo por meio de um habeas corpus.

Governo nega suspensão de programa

Em nota, o Ministério das Cidades disse que "não há hipótese de suspender o Minha Casa, Minha Vida 3". Segundo o texto, a garantia foi dada pelo ministro Bruno Araújo. "Os programas sociais são prioridade do governo interino Michel Temer." De acordo com a nota, o ministério reafirma o compromisso com a manutenção e o aprimoramento do programa e, na medida em que a economia permitir, com sua ampliação.

A Secretaria de Segurança Pública também divulgou nota, na qual diz que "acompanhou a manifestação do MTST e que a intervenção policial foi necessária "para impedir a ação [ocupação do prédio da Presidência]".

"Os manifestantes não atenderam às ordens policiais e reagiram. Foram detidas seis pessoas por dano, desacato e periclitação da vida", afirma o documento. Além disso, um policial foi ferido por manifestantes,  uma agência bancária e uma estação do metrô foram danificadas, acrescenta a nota.

A secretaria informou ainda que um supedâneo (cabine elevada) usada pela Polícia Militar para a segurança da Avenida Paulista foi destruído por manifestantes.

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