Maria Silvia apresenta diretoria de "múltiplos talentos" do BNDES

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

 Maria Silvia Bastos Marques quer que os novos diretores do BNDES tratem de todas as questões que passam pelo banco e não fiquem focados apenas em suas áreas Tomaz Silva/Agência Brasil

A nova diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), apresentada hoje (1º) pela nova presidente Maria Silvia Bastos Marques, é formada por profissionais de carreira da instituição e executivos do setor privado e do setor público. A ideia é levar para o banco pessoas que tenham "múltiplos talentos e múltiplas experiências", no sentido de que a diretoria possa se dividir nas diversas questões que passam pelo BNDES e "não cada um ficar focado em sua própria área", disse Maria Silvia.

Com essa finalidade, todos os diretores vão ocupar uma sala comum no vigésimo andar da sede do banco, no Rio de Janeiro, de modo a trabalhar todos os assuntos de uma forma integrada. A chefe de gabinete será a economista Solange Paiva, funcionária do BNDES desde 1993, e também ex-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), entre outros cargos exercidos nos setores público e privado.

Dois outros funcionários do banco - Ricardo Ramos e Cláudia Prates - que ocupavam, respectivamente, as superintendências de Infraestrutura Social e de Crédito, aceitaram fazer parte da equipe, destacou a presidente, que levou da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) o economista Vinicius Carrasco para a diretoria de Planejamento.

"Ele vai ser muito importante para a gente pensar o presente, mas ter um olhar para o futuro de médio e longo prazo". Maria Silvia considera a área de Planejamento crucial, porque dá o arcabouço para pensar as políticas operacionais do banco e tudo que vai nortear a atuação da instituição daqui para a frente.

A engenheira civil Marilene Ramos, cujo último cargo foi presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no governo da presidente afastada Dilma Rousseff, vai ocupar a diretoria de Infraestrutura. Maria Silvia descartou que haja qualquer tipo de constrangimento no fato de ter na diretoria uma ex-integrante do governo Dilma.

A presidente do BNDES disse que o traço comum que ela procurou levar para a equipe é que todos têm capacidade executiva. "Busquei muito aliar competência técnica com a competência de execução. O país tem pressa e a gente precisa fazer direito". Maria Silvia deixou claro que uma das razões que a fizeram aceitar de imediato o convite do presidente interino Michel Temer para o cargo foi que teria autonomia total para montar sua equipe.

Já Claudio Coutinho Mendes terá agora sua primeira experiência no setor público. Oriundo do mercado financeiro, ele deverá cuidar, junto com a doutora em finanças Eliane Lustosa, das áreas financeira, de mercado de capitais, recursos humanos, captação de recursos e setor internacional.

Outro diretor é Ricardo Baldin, que fez carreira na consultoria internacional PricewaterhouseCoopers e se aposentou no banco Itaú. Ele assume a área nova de Controladoria e Gestão de Riscos, funções que existiam anteriormente separadas no banco e que passam agora a ser aglutinadas em uma única diretoria.

Maria Silvia informou que outra área que não terá um diretor, "por enquanto", é a que trata de concessões, parcerias público-privadas  (PPPs) e concessões," porque ainda estamos definindo em conjunto com a Secretaria-Executiva da Presidência da República, o Ministério da Fazenda e outros qual vai ser o perfil da atuação do banco". Nos próximos dias, o assunto será tratado com o secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, disse a presidente do BNDES.


 

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