Com mesmos nomes de Londres, judô feminino chega mais experiente ao Rio

Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil

A judoca Rafaela Silva, de 24 anos, vai disputar em agosto a Olimpíada do Rio. Convocada pela Confederação Brasileira de Judô para representar o Brasil na categoria Leve, a atleta faz parte de um time de jovens mulheres que vai competirem sua segunda olimpíada seguida. A primeira foi a de Londres.

A atleta Rafaela Silva durante apresentação dos judocas que foram convocados pela Confederação Brasileira de Judô para disputar os Jogos Olímpicos Rio 2016Tânia Rêgo/Agência Brasil

Os nomes convocados foram Sarah Menezes, na categoria Ligeiro; Érika Miranda, na Meio-Leve; Rafaela Silva, na Leve; Mariana Silva, na Meio-Médio; Maria Portelana Médio; Mayra aguiar, na Meio-pesado; e Maria Suelen Altheman, na Pesado. 

As sete atletas saíram de Londres com o primeiro ouro do judô feminino, conquistado por Sarah Menezes, e um bronze, de Mayra Aguiar. Desde então, vieram dois títulos mundiais: Mayra Aguiar, em 2014, e Rafaela Silva, em 2013, que foi o primeiro de uma mulher brasileira na história do judô brasileiro. No caminho para o Rio, competições internacionais renderam outros pódios para todas elas entre 2013 e 2015.

Além da viagem para Londres, o que essas atletas têm em comum é a formação de base para o esporte de alto rendimento, disse Rafaela. "A equipe tem praticamente a mesma idade, cresceu todo mundo junto. Passamos todas pela equipe de base e viemos crescendo todo mundo junto", afirmou Rafaela Silva, a mais nova das sete.

No comando da seleção feminina de judô, a técnica Rosicleia Campos também considera que a juventude é uma característica compartilhada pelas atletas. "É uma equipe muito jovem, apesar de ser bastante experiente. Houve um investimento, elas trouxeram resultado, ficaram mais experientes e a equipe se repetiu", explica a técnica, que diz ainda que outras atletas tiveram oportunidade de conquistar a vaga.

Essa experiência adquirida nos últimos jogos e no ciclo de quatro anos entre uma Olimpíada e outra deixa Rosicleia ainda mais otimista. "Vejo bons ventos chegando. Não temos dúvida de que temos ótimas chances. Temos sete tiros, por disputar sete categorias. Então, a cada dia, as chances se renovam".

Campeã no Grand Prix de Dusseldorf, ocorrido este ano na Alemanha, Maria Suelen lembra que o judô brasileiro teve bons resultados no campeonato mundial de 2013, disputado no Rio, e que isso é um bom sinal para o que esperar de uma olimpíada em casaTânia Rêgo/Agência Brasil

Campeã no Grand Prix de Dusseldorf, ocorrido este ano na Alemanha, Maria Suelen lembra que o judô brasileiro teve bons resultados no campeonato mundial de 2013, disputado no Rio, e que isso é um bom sinal para o que esperar de uma Olimpíada em casa. Sobre reencontrar os mesmos nomes na lista de convocadas, ela afirma que a relação já é quase "de família":

"A gente convive como família. Passamos mais tempo juntas que com as nossas famílias. E essa união faz a diferença", disse a judoca, que mantém contato com as colegas quando cada uma está em seus clubes: "Temos grupo no Whatsapp".

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