Cidades-sedes vão manter prevenção contra mosquito durante os Jogos Olímpicos

Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil

As cidades que receberão os jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 vão manter medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e do vírus Zika, também no período dos eventos. Segundo o ministério do Esporte, os locais de disputa, bem como instalações que receberão delegações e imprensa serão monitoradas e vistoriadas antes e durante os jogos.

"O objetivo é proteger a saúde e garantir a segurança da população e dos visitantes que acompanharão o evento esportivo que acontece em agosto", disse o ministério, em nota. O órgão enfatiza que o período de realização dos Jogos Olímpicos (5 a 21 de agosto) e Paralímpicos (7 a 18 de setembro) é considerado não endêmico para transmissão de doenças causadoras pelo mosquito, como Zika, dengue e chikungunya, mas afirma que o combate ao Aedes aegypti será constante, em uma "ação continuada".

No Rio de Janeiro, as inspeções na Vila Olímpica, no Maracanã e demais centros esportivos são diárias. Segundo o ministério do Esporte, esses locais não apresentam risco, por serem "constantemente limpos e vigiados". Em outros estados, que vão receber partidas de futebol, também haverá um trabalho permanente de combate ao mosquito.

No Distrito Federal, por exemplo, haverá ações no Estádio Nacional Mané Garrincha, nos centros de treinamento, pontos turísticos e setores hoteleiros. São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Amazonas são os outros estados com ações de monitoramento e prevenção. Também serão distribuídas cartilhas informativas em três idiomas com orientações como o uso do repelente e outras formas de prevenir as doenças.

A manifestação do governo federal vem em um período no qual a comunidade internacional mostra preocupação com as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti durante o evento esportivo. Além de alguns atletas manifestarem publicamente preocupação com o tema, cientistas internacionais propuseram à Organização Mundial da Saúde (OMS), em carta aberta, a mudança das datas dos dois eventos.

Em resposta, pesquisadores brasileiros que participam do Programa de Computação Científica da Fundação Oswaldo Cruz (PROCC/Fiocruz) e da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV) afirmaram que não há motivo para tal atitude (http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-06/zika-presquisadore...). "Com as temperaturas de agosto e setembro, poucos mosquitos conseguem completar o ciclo e transmitir a dengue e provavelmente o Zika também", disse a coordenadora do programa da Fiocruz, Cláudia Codeço.

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