Chuva forte causa estragos e deslizamentos de terra em São Paulo

Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil

A chuva forte da madrugada de hoje (7) deixou estragos em São Paulo, como ruas alagadas, transbordamento de córregos, deslizamentos de terra e pelo menos 50 quedas de árvores em toda a região metropolitana.

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), a chuva acumulada do início de junho até as 7h de hoje (7) chega 165,8 milímetros, ultrapassando a média mensal (45,2 milímetros) em 367%.

Segundo Michael Pantera, meteorologista do CGE, o resultado parcial já é o maior para junho desde 2012, quando choveu 191,4 milímetros. Pantera explica que o grande volume de chuvas é resultado de uma zona de convergência de umidade vinda da Amazônia, incomum nesta época do ano. "Pode ser que até o fim do mês ainda volte a chover, mas a expectativa para esta semana é que a chuva diminua", disse.

Em São Miguel Paulista, na capital, um caminhão vai bombear hoje a água parada em sete ruas que estão completamente alagadas, informou a Prefeitura. No bairro Itaim Paulista, uma pessoa ilhada precisou ser resgatada pelo Corpo de Bombeiros na rua Manuel Martins de Melo. Uma casa desabou no bairro do Tatuapé, zona leste.

Houve deslizamento de terra em Pirituba e no Campo Limpo, onde um muro desmoronou na Rua Benedito Domingues. O córrego Ipiranga transbordou na altura da Praça Leonor Kaupa, na zona leste. O alagamento prejudicou o trânsito da Avenida Professor Abraão de Morais.

Barueri e Vargem Grande Paulista

Com a chuva forte, um viaduto na divisa entre os municípios de Osasco e Barueri desmoronou. Apenas uma parte está aberta para pedestres e carros. O viaduto, que dá acesso ao bairro Parque Imperial, está com a estrutura comprometida devido a grandes rachaduras.

No município de Vargem Grande Paulista, rajadas de vento provocaram destelhamento de ao menos 30 casas, queda de 25 postes de energia e deixaram 30 árvores em perigo de queda. Doze famílias estão desalojadas.

A Prefeitura informou que a parte alta da cidade, como os bairros Bela Vista e Jardim Floresta, foi a mais afetada. O município ficou sem energia elétrica entre 16h e 20h de ontem.

Represa Paiva Castro

A precipitação dos últimos dias também aumentou a entrada de água na represa Paiva Castro, que pertence ao Sistema Cantareira. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou que cortou a transferência de água de outros reservatórios do Sistema Cantareira para a tubulação ligada à represa Atibainha.

A Paiva Castro cumpre agora, segundo a Sabesp, um papel de caixa-d'água, armazenando apenas o volume das chuvas para evitar que a água chegue às cidades. A Defesa Civil está acompanhando possíveis riscos.

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