Meirelles: país só volta a crescer se Congresso aprovar medidas econômicas

Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil

A crise econômica decorre do desequilíbrio fiscal, não da situação política do país, disse hoje (7) o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Ele, no entanto, cobrou empenho do Congresso e declarou que a economia só voltará a crescer se os parlamentares aprovarem as medidas econômicas de interesse do governo.

"A crise econômica foi gerada pela crise fiscal e só será resolvida pela questão fiscal. Vamos prosseguir o nosso trabalho normalmente. Acredito que, se as medidas forem aprovadas no devido tempo, e acreditamos que serão pelo Congresso, certamente o Brasil voltará a crescer dentro do potencial que merece e que tem para crescer e voltar a gerar emprego", disse o ministro.

Meirelles não se comprometeu com uma estimativa de quando a economia vai se recuperar. Disse apenas que o governo está trabalhando para que seja o mais rápido possível. Segundo ele, a arrecadação voltará a crescer somente depois que o Congresso aprovar o projeto que cria um teto para o crescimento dos gastos públicos, o que permitirá a retomada da confiança em relação à economia brasileira.

Em relação à renegociação da dívida dos estados, Meirelles disse que recebeu a proposta das unidades da Federação, mas que só fará uma contraproposta depois de se reunir com a equipe econômica e com os próprios governadores. "Prosseguiremos para a confecção da nossa proposta final aos estados. Não só equacionando a questão atual, mas também, visando a evitar que existam problemas futuros iguais a este, eliminar a recorrência desse tipo de situação", acrescentou. O encontro entre o ministro e os governadores está previsto para esta quinta-feira (9).

O ministro fez as declarações ao sair de reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. Segundo Meirelles, os dois conversaram sobre a nova meta de déficit fiscal de R$ 170,5 bilhões e não trataram do reajuste dos ministros do Supremo, tema que pode ser vetado pelo presidente interino Michel Temer.

 

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