É preciso separar crise política da econômica para retomar crescimento, diz Skaf

Yara Aquino e Daniel Lima - Repórteres da Agência Brasil

Em  encontro   de  empresários  com  Temer,  o presidente  da  Fiesp, Paulo Skaf, manifesta-se contra o aumento
dos juros e defende redução dos juros, expansão do crédito e estímulo às exportações José Cruz/Agência Brasil

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou hoje (8) que o Brasil precisa recuperar a confiança para retomar o crescimento. Em discurso durante encontro que reuniu mais de 100 empresários com o presidente interino Michel Temer, Skaf manifestou-se contra o aumento de impostos e disse que, para o país voltar a crescer. é fundamental separar a crise política da econômica.

Para alcançar esse objetivo, Skaf disse que é preciso reduzir os juros, expandir o crédito, acelerar as concessões de obras de infraestrutura e estimular as exportações. "Para retomar o crescimento, é fundamental confiança e, para que ela reapareça, algumas coisas são necessárias. Em primeiro lugar, temos que separar a crise política da economia. É necessário ter trilhos separados e que a economia siga seu trilho. Mas a economia tem que ter um trilho desimpedido para que realmente retome a geração de riquezas", afirmou.

Sobre os juros, o presidente da Fiesp disse que um aumento sobrecarregaria o setor industrial e que são necessárias medidas para reduzir despesar e aumentar receitas. "Há muitos caminhos para reduzir despesas e aumentar receitas. Agora, aumentar impostos em um momento em que a economia está enfraquecida e as empresas, falidas, isso significaria aumentar a inadimplência de impostos."

Ministros

Para o secretário executivo do Programa de Parcerias de Investimento (PPI), Moreira Franco, o Brasil enfrenta uma "crise de confiança brutal". Ele também citou a importância da recuperação da confiança para a retomada do crescimento econômico e ressaltou que o governo não quer resolver "pela fantasia" e "pelo discurso" os problemas, mas, sim, usando fundamentos macroeconômicos, mantendo o equilíbrio fiscal e, sobretudo, o controle da inflação.

Moreira Franco disse que há no país um ambiente de insegurança com a situação política, que ainda impede investimentos nas concessões, além de insegurança jurídica. "Os investidores não colocarão seus recursos enquanto não houver solução."  O secretário executivo PPI afirmou que o Brasil vai ter um governo com objetivos claros, no qual se pode confiar.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Marcos Pereira, informou aos empresários que vai discutir com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) melhoria no crédito à exportação. Segundo Pereira, estão em discussão no ministério medidas para desburocratização, redução de custos, aumento de investimentos e produtividade. "Assim geraremos mais empregos."

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também participou do encontro, que teve a presença de representantes de segmentos como indústria, comércio, agricultura, serviços e alimentos. Após o evento, no Palácio do Planalto, os empresários almoçam com o presidente interino.

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