Força Sindical critica decisão de manter juros básicos em 14,25% ao ano

Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil

A Força Sindical criticou hoje (8) à noite a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) de manter a taxa básica de juros em 14,25% ao ano. Segundo a central sindical, a decisão mostra que a política monetária do país continua se curvando aos especuladores, contrariando o interesse dos trabalhadores.

"O Copom continua se curvando aos especuladores. A decisão é nefasta para os trabalhadores, revelando que o novo governo perdeu uma ótima oportunidade de sinalizar, para o setor produtivo, que gera emprego e renda e que o país não bajula mais o rentismo. Juro estratosférico é uma forma de concentrar cada vez mais renda nas mãos de banqueiros e especuladores", informou nota assinada pelo presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva.

"O novo governo precisa entender que a taxa de juros em patamares estratosféricos tem sido uma ferramenta ineficaz no combate à inflação, além de encarecer o crédito para consumo e para investimentos, causar mais desemprego, queda de renda e piora no cenário de recessão da economia."

Pela sétima vez seguida, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve hoje a taxa Selic em 14,25% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas, que preveem que a taxa permanecerá inalterada até o fim do ano. Em comunicado, o Copom informou que a inflação acumulada em 12 meses não permite cortes na taxa de juros.

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) avaliou que o BC acertou em não alterar a taxa, mas defendeu que os juros precisam diminuir o mais rapidamente possível. Na nota assinada pelo presidente da entidade, Alencar Burti, a ACSP defendeu que o ajuste fiscal deve se focar no corte de despesas e na sinalização de reformas.

"A decisão de manter a taxa básica inalterada foi acertada e se explica pelo fato de que a inflação, apesar de estar desacelerando, continua muito elevada, bem acima da meta anual oficial. Mas o grave momento econômico vivido pelo país demanda reduzir as taxas de juros o mais rapidamente possível. E, para que isso ocorra, o ajuste fiscal não pode ser mais protelado".

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