Ministro Marcos Pereira diz que não interfere no voto da deputada Tia Eron

Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil

Presidente licenciado do PRB, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços,  Marcos Pereira diz que os deputados do partido têm total liberdade para agir conforme sua consciênciaFernando Frazão/Agência Brasil

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e presidente licenciado do PRB, , Marcos Pereira, afirmou hoje (9) que não terá qualquer participação na forma como votará a deputada Tia Eron (PRB-BA), integrante da Comissão de Ética da Câmara. O voto dela poderá ser decisivo no julgamento do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está sendo acusado de quebra do decoro parlamentar da Casa.

"Ela tem liberdade para votar com a consciência dela. Eu não interferi, não pedi, não conversei com ela. O presidente em exercício do partido, senador Eduardo Lopes [RJ], também não o fez e não fará, porque nossos deputados têm total liberdade para agir conforme sua consciência", disse o ministro, após dar posse a servidores concursados no Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (Inpi), no centro do Rio.

Pereira comentou ainda a atual situação econômica do país e disse que está otimista com as previsões para este ano. "O país está vivendo uma situação difícil, mas temos uma equipe econômica das melhores dos últimos tempos. Estamos confiantes no ministro [da Fazenda] Henrique Meirelles e em sua equipe, para que possamos, juntos, aprovar, em um curto espaço de tempo, medidas que ainda estão sendo estudadas. Os empresários estão confiantes no novo governo, que poderá avançar muito mais."

Foram empossados nesta quinta-feira no Inpi 70 pesquisadores aprovados em concurso, o que representará um aumento de 36% do quadro atual de 193 examinadores de patentes. Representantes dos funcionários, contudo, destacaram que o déficit de pessoal é bem maior, podendo chegar a 800.

"Temos um grande problema, que é a falta de pessoal especializado de nível superior. Na área de nível técnico, o Inpi está colocando pessoal de nível superior para fazer trabalho de nível intermediário, o que vai atrasando cada vez mais o processo. É um problema que se arrasta desde o governo [do ex-presidente] Fernando Henrique. Neste concurso, foram aprovadas 140 pessoas e só estão nomeando metade dos aprovados", disse Raul Bitencourt, representante do Sindicato dos Servidores Públicos Federais e coordenador do Núcleo de Base do Inpi.

Após o evento, do lado de fora, um grupo de manifestantes fez um protesto contra o governo, mas sem impedir a saída dos veículos da comitiva ministerial.

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