Prefeitura do Rio inaugura túnel que substitui Viaduto da Perimetral

Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, descerra placa de inauguração do Túnel Prefeito Marcello Alencar na zona portuária da capital Tomaz Silva/Agência Brasil

O túnel Prefeito Marcello Alencar foi aberto ao tráfego hoje (19) na zona portuária do Rio de Janeiro. A obra vai substituir parte do fluxo de veículos que usavam o Viaduto da Perimetral, demolido em 2014. Por enquanto, apenas o sentido Avenida Brasil-Aterro do Flamengo está liberado. O outro sentido do túnel deve ser inaugurado no mês de julho, e a expetativa é que 110 mil veículos possam trafegar todos os dias nas duas direções.

Com mais de três quilômetros, a passagem subterrânea faz parte da Via Expressa e é o maior túnel rodoviário urbano do país.  Ao inaugurar a via, o prefeito, Eduardo Paes, disse que os reflexos positivos do túnel serão sentidos não apenas no centro da cidade, mas também na zona sul.

Eduardo Paes, fala durante inauguração do Túnel Prefeito Marcello Alencar na zona portuária da capitalTomaz Silva/Agência Brasil

A obra foi custeada pela Concessionária Porto Novo, um consórcio das construtoras Odebrecht, OAS e Carioca Engenharia que assumiu os serviços públicos da prefeitura na zona portuária do Rio de Janeiro por 15 anos. No horário de pico da manhã, o túnel deve reduzir o tráfego de veículos em direção à zona sul nos túneis Santa Bárbara e Rebouças em 30% e 20%. Entre as 22h e 4h, o túnel ficará fechado.

Para o presidente do consórcio, José Renato Ponte, agora é preciso fazer com que a população conheça essa opção viária. "Certamente a prefeitura vai fazer campanhas para mostrar que existe essa nova alternativa para chegar ao centro da cidade, e isso deve acontecer já a partir de amanhã. Já vem sendo feita uma divulgação, e aí as pessoas passam a conhecer o túnel e incorporam isso na sua rotina"

Crise estadual

Na inauguração do túnel, Eduardo Paes comentou a situação financeira do governo do estado e disse que a prefeitura não tem como assumir mais obrigações do para os jogos olímpicos e paralímpicos. Na última sexta-feira, o governador em exercício, Francisco Dornelles, decretou estado de calamidade pública por causa das dificuldades financeiras.

"A prefeitura vem assumindo tudo, mas tem uma hora que não dá mais", disse o prefeito, que destacou que o município se responsabilizou por todas as obras de estádios e de legado, deixando apenas a segurança e a Linha 4 do metrô para o estado. "Já assumi tudo o que podia do governo do estado. Não dá para assumir a polícia e não dá para assumir a única obra que eles ficaram de fazer".

O prefeito disse acreditar que a crise no estado não representa risco para os jogos. Ele ponderou, entretanto, que a situação impacta serviços básicos prestados à população e defendeu que o governo federal socorra o estado do Rio.

"Afeta em zero os jogos. O que afeta é a prestação de serviços, e não é durante os jogos, que são só 20 dias, 30 dias. A crise que afeta a gente hoje, afeta a gente amanhã", disse.

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