Comitê Paralímpico apresenta uniformes para cerimônias da Rio 2016

Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil

Os atletas paralímpicos André Brasil, Silvânia Costa, Jovani Guissone, e o embaixador do Comitê Paralímpico Brasileiro, Flávio Canto, apresentam os uniformes para as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 Fernando Frazão/Agência Brasil

Os uniformes que serão usados pelos atletas nas cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 foram apresentados hoje (23) no Rio de Janeiro. Os temas escolhidos para as roupas fazem alusão à natureza brasileira, inspirados na Floresta da Tijuca, maior área verde urbana do país.

O esgrimista Jovani Guissone, medalha de ouro em Londres 2012, foi um dos paratletas escolhidos para desfilar o novo uniforme. Ferido durante um assalto em 2004, que o deixou paraplégico, Guissone viu no esporte uma forma de melhorar sua qualidade de vida.

"Comecei no basquete de cadeira de rodas e depois conheci o pessoal da esgrima. O esporte representou muita coisa, foi vida nova, caminho novo. Quando tomei este tiro foi um baque muito grande, pois tinha 22 anos, era um guri. Mas consegui lutar e levantar a cabeça. Agora estou na reta final, treinando forte e meu objetivo é conseguir minha segunda medalha paralímpica", disse.

O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, disse que a expectativa é que os atletas brasileiros se superem ao competir em casa. "A gente já tem uma história de muitos anos, mas agora estamos com centro de treinamento, com mais apoio e mais incentivo, com a chance de popularizar o esporte paralímpico no Brasil. Chegando em quinto lugar agora, podemos sonhar com um voo mais alto em Tóquio 2020", disse Andrew. Em Londres 2012, o Brasil ficou em sétimo lugar no quadro de medalhas.

Os Jogos Paralímpicos, segundo Parsons, são importantes para mudar a percepção da sociedade sobre as pessoas com deficiência. "É mais do que simplesmente medalhas. É tocar no respeito àquele que é diferente de mim", disse.

Um dos legados da paralimpíada será entregar uma cidade mais acessível às pessoas com deficiência, de acordo com o presidente do CPB. "O Rio melhorou em termos de acessibilidade no sistema de transporte e calçamento. Nenhuma cidade saiu perfeita dos jogos, mas o importante é que a mentalidade de acessibilidade perdure e continue", destacou.

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