Diego Herculano/AFP

Violência no Rio

Delegados da Polícia Civil do Rio fazem paralisação contra cortes

Da Agência Brasil

Delegados da Polícia Civil do Rio de Janeiro fazem nesta segunda-feira (27) uma paralisação de oito horas para protestar pelo pagamento integral de salários e por melhores condições de trabalho. Segundo o Sindelpol (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro), a manifestação deve se estender até 16h.

Além do atraso e não pagamento integral dos salários, de acordo com o sindicato, as condições de trabalho desses profissionais são precárias. "Relutamos muito para não penalizar a população. Estaríamos penalizando muito mais se nos calássemos diante do quadro que estamos nos deparando. Hoje falta de salário a itens de higiene. Os policiais estão desmotivados, preocupados com as suas contas", afirmou o delegado Rafael Barcia, presidente do Sindelpol (Sindicato dos Delegados de Polícia Civil).

Segundo Barcia, as delegacias têm passado por "problemas gravíssimos". Os policiais têm se cotizado para pagar desde material de limpeza à comida de presos, que ficam custodiados temporariamente nas delegacias. Havia um cartão alimentação, que permitia ao delegado comprar alimentação para esse preso, mas o benefício foi cortado. "Hoje policial faz vaquinha para tudo. E isso com salário pela metade", afirmou.

No último pagamento, o governo depositou R$ 1.000 mais a metade do que falta para completar o salário integral do servidor. A outra parcela não tem previsão para ser paga. De acordo com Barcia, a paralisação teve adesão de delegacias do Centro, zona sul, zona norte, além da Cidade da Polícia, que concentra as especializadas, como Delegacia de Combate às Drogas, Roubos e Furtos de Carga e Roubos e Furtos de Automóveis.

Às 14h, a Coligação dos Policiais Civis do Estado, que representa inspetores, investigadores e comissários, faz manifestação em frente à Chefia de Polícia Civil. Os servidores estão distribuindo cartas à população para explicar a paralisação. No documento, os delegados dizem que falta água, papel, impressora e faxina nas delegacias e no IML (Instituto Médico-Legal).

A mensagem informa ainda que os sistemas de inteligência e bancos de dados estão com funcionamento ameaçado.

Ao UOL, a chefia de Polícia Civil informou entender que "a mobilização dos policiais civis é justa em razão das dificuldades enfrentadas" pela categoria. No entanto, o comando da instituição considera a paralisação "prejudicial à sociedade e está envidando esforços junto aos policiais civis no sentido de que o cidadão não seja duplamente vitimado". "No tocante às demais deliberações, está aberta a entendimento com os delegados e demais classes para que a situação seja resolvida."

No caso das delegacias que estão sem atendimento até 16h, a melhor opção para o cidadão é fazer uso do serviço de registro online ou por meio da CAC (Central de Atendimento ao Cidadão), cujos telefones são: (21) 2334-8823 e (21) 2334-8835. A chefia de Polícia Civil não informou quantas e quais são as delegacias afetadas pela paralisação. (Com Estadão Conteúdo)

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