Violência no Rio

Ato contra intolerância lembra morte de estudante na UFRJ

Vladimir Platonow

Da Agência Brasil, no Rio

Um ato no prédio da reitoria da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) lembrou, nesta segunda-feira (11), a morte do estudante Diego Vieira Machado, no último dia 4, no Rio.

O corpo do jovem ainda está no Instituto Médico-Legal (IML), e a universidade se ofereceu à Secretaria de Segurança do Estado para ajudar na perícia, a fim de facilitar a liberação. O reitor da UFRJ, Roberto Leher, classificou de "protofascismo" os atos de intolerância crescentes no país. Diego era gay, negro e nortista, o que pode ter contribuído para sua morte.

"A universidade é essa instituição capaz de produzir conhecimento que joga um olhar crítico a concepções eurocêntricas, arcaicas, toscas. Os que professam o ódio são fortes enquanto operam no subterrâneo", diz o reitor, em nota distribuída pela universidade.

Segundo a assessoria da UFRJ, Leher citou a campanha "Não se Cale", lançada em maio, contra manifestações de racismo, LGBTfobia, violência contra mulheres e diversas formas de opressão no ambiente universitário.

Cerca de 100 pessoas participaram do ato, entre professores, estudantes, servidores técnicos-administrativos e funcionários terceirizados ao ato, convocado pela reitoria.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos