Beltrame diz que interrupção de programas piorou índices de violência no Rio

Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil

Os índices de violência no estado do Rio de Janeiro foram o principal tema de uma reunião na tarde de hoje (12) entre o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e 31 deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

No encontro, que durou cerca de quatro horas, Beltrame foi cobrado pelos parlamentares sobre o crescente número de assaltos e homicídios no estado, principalmente na região metropolitana. O secretário argumentou que esse aumento se deve à descontinuidade de investimentos em áreas estratégicas do estado por causa da crise nas contas públicas.

"Eles [deputados] colocaram as demandas que têm, eles representam a população, e são legítimas. Nós colocamos a nossa situação, que foi de parar com determinados programas que eram exitosos e que trouxeram índices de criminalidade para baixo. Esses programas pararam em função da falta de recursos e agora a gente pretende retomar, com recursos do governo federal", disse Beltrame.

Entre os programas interrompidos, Beltrame citou o Regime Adicional de Serviço (RAS), que gera horas extras aos agentes de segurança; o Programa Estadual de Integração de Segurança (Proeis), que também permite trabalho extra; e o Sistema Integrado de Metas, gratificação por reduzir índices de criminalidade. Segundo o secretário, esses programas ajudaram, junto com as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), a trazer os índices de violência para patamares menores do que havia antes.

Balas perdidas

Beltrame comentou o número de pessoas atingidas por balas perdidas, que nas últimas 48 horas fizeram quatro vítimas. "No momento em que tu tens uma pessoa baleada, isso já causa preocupação. É uma vida. Mas historicamente, infelizmente, o Rio de Janeiro é assim. Acho que nós já tivemos incidências maiores, mas é algo que se colocarmos mais policiais nas ruas e tivermos mais operações de inteligência a gente pode reduzir isso."

Ao terminar a entrevista, Beltrame negou que pretenda deixar o cargo, como propuseram dois deputados da Alerj, duas semanas atrás.

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