Em funeral de policiais, Obama faz apelo pela união dos americanos

José Romildo - Correspondente da Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez hoje (12) , em Dallas, no estado do Texas, um apelo para que a população norte-americana se una contra a violência. Ao comparecer ao funeral de cinco policiais mortos na semana passada por um atirador negro, Obama disse que o povo norte-americano sabe que "a esmagadora maioria dos policiais faz um trabalho incrivelmente difícil e perigoso equitativa e profissional".

Em uma semana em que houve manifestações em dezenas de cidades norte-americanas contra a violência da polícia contra negros, Obama disse que os policiais mortos em Dallas "são merecedores de respeito, e não de desprezo".

Uma das manifestações ocorria pacificamente na quinta-feira (7), em Dallas, quando foi interrompida pela ação de um veterano de guerra do Exército norte-americano. Alegando que estava se vingando dos "brancos", o veterano, posteriormente identificado como Micah Johnson, matou cinco policiais que faziam parte do cordão de segurança que protegia a passeata. O atirador foi morto por uma bomba embutida em um robô usado pela polícia.

Em uma referência aos protestos em todo o país, o presidente Barack Obama disse que os americanos devem rejeitar o desespero durante os tempos difíceis. "Eu estou aqui para insistir em que não estamos tão divididos como parece que estamos."

"Nenhum de nós é totalmente inocente. Nenhuma instituição está totalmente imune, e isso inclui a polícia. Sabemos disso. Negros de todo o país mostram desespero crescente com o tratamento desigual", afirmou Obama, ao mencionar pesquisas em universidades em que há discriminação racial. "Se você é negro, tem mais possibilidade de ser parado, revistado, ou preso. Ou mais possibilidade de ter penas maiores e a pena de morte pelo mesmo crime", disse o presidente.

O ex-presidente George W. Bush, que também compareceu ao funeral, disse que, às vezes, as forças que dividem são mais fortes do que as forças que unem no cenário norte-americano. Isso, segundo Bush, leva a fortalecer os argumentos em favor da "animosidade". E acrescentou: "Não queremos a unidade da dor nem queremos a unidade do medo. Queremos a unidade da esperança, carinho e elevado propósito", finalizou.

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