Ministro pede que atletas reconsiderem desistência de Olimpíada por medo do Zika

Aline Leal - Repórter da Agência Brasil

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, informou hoje (12) que enviou cartas a todos os atletas que anunciaram publicamente que não participarão dos Jogos Olímpicos por medo do Zika. 

Ricardo Barros apresenta medidas do governo brasileiro de combate ao Aedes aegypti e ações de assistência para OlimpíadaWilson Dias/Agência Brasil

"A todos que, por meio da imprensa, vejo que estão em dúvida sobre sua participação tenho mandado cartas com dados informando as providencias tomadas. É importante que tenhamos aqui todos os atletas em seu melhor desempenho, de modo que a Olimpíada possa identificar os melhores atletas do mundo", disse Barros no Palácio do Itamaraty.

A ideia, segundo Barros, é passar tranquilidade para os atletas e pedir que reconsiderem a decisão de desistir da competição. Aos que têm demonstrado apoio, o ministro afirmou que enviou cartas de agradecimento.

O ministro esteve reunido na tarde desta terça-feira com representantes de 80 dos 205 países que participarão dos jogos para apresentar as ações de combate às doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti e tirar dúvidas. "Nosso objetivo é que eles recomendem aos atletas, técnicos e turistas que compareçam aos Jogos Olímpícos do Rio de Janeiro", acrescentou Barros.

Segundo o ministro, a probabilidade é que nenhum atleta pegue Zika. "Os atletas em especial têm baixíssimo risco [de pegar Zika], porque recebem um tratamento especial na cidade olímpica. Eles têm roupas especiais, repelentes à disposição e preservativos. Eles estão cobertos de uma atenção especial do Comitê Olímpico Internacional", afirmou Ricardo Barros.

De acordo com o Ministério da Saúde, na Copa do Mundo de 2014, dos 1,4 milhão de estrangeiros que vieram ao Brasil três contraíram dengue. Matematicamente, a probabilidade é que dos cerca de 500 mil turistas esperados para os Jogos Olímpicos, menos de um tenha Zika.

Durante a reunião, o ministro também ressaltou que o inverno registra historicamente os menores índices de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Além disso, desde o início do ano o governo tem aumentado os esforços de combate ao vetor dos vírus da dengue, Zika e da febre chikungunya.

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