Após ataque terrorista, François Hollande chega a Nice

Da Ansa

Policiais investigam a cabine do motorista do caminhão que se jogou sobre uma multidão de pessoas que comemoravam a data nacional da França, em NiceAlberto Estevez/Pool/Agência Lusa

O presidente da França, François Hollande, chegou a Nice, onde se encontrará com autoridades de segurança locais para debater a situação após o ataque da noite da última quinta-feira (14), que deixou ao menos 84 mortos e 100 feridos.

O primeiro-ministro, Manuel Valls, e o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, já se encontram na cidade.

Em pronunciamento realizado ontem à noite, Hollande disse que "é inegável o caráter terrorista do ataque", acrescentando que entre as vítimas, muitas são crianças.

"A França foi atacada por essa nova tragédia e está horrorizada com o que aconteceu. Essa monstruosidade que consiste em utilizar um caminhão para matar, deliberadamente, dezenas de pessoas que vieram simplesmente celebrar o [feriado] 14 de Julho. A França chorou, está ferida, mas é forte, e sempre será mais forte que os fanáticos que a atacaram", acrescentou.

Estado de Emergência

O presidente decidiu ampliar o estado de emergência declarado após os atentados de 13 de novembro em Paris, que deixaram ao menos 130 mortos, por outros três meses.

Ele havia anunciado horas antes do ataque que pretendia extinguir a medida. "É toda a França que está sob a ameaça do terrorismo islâmico. Então, nessas circunstâncias, nós devemos fazer uma demonstração de vigilância absoluta e de determinação contínua", apontou.

Autoridades de Paris avaliam o envolvimento de membros do Estado Islâmico no ataque, apesar de o grupo ainda não ter reivindicado autoria. Além disso, após o massacre, a França vai "reforçar as operações" contra terroristas do Estado Islâmico "tanto na Síria como no Iraque". "Nada nos fará ceder a esta vontade de lutar contra o terrorismo", concluiu Hollande.

"Fomos golpeados no dia 14 de julho, o dia da Festa Nacional e símbolo da liberdade, pois os fundamentalistas negam os direitos fundamentais".

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