Morre em São Paulo crítico de teatro Sábato Magaldi

Marli Moreira - Repórter da Agência Brasil

O crítico de teatro e imortal da Academia Brasileira de Letras, Sábato Magaldi, morreu ontem à noite, no Hospital SamaritanoDivulgação/ABL

O crítico de teatro Sábato Magaldi, um dos mais conceituados intelectuais brasileiros, morreu na noite de ontem (14), às 23h, aos 89 anos, no hospital Samaritano, em São Paulo. O velório ocorrerá das 12h às 15h, no cemitério Memorial Parque Paulista, em Embu das Artes, onde o corpo será cremado. Magaldi estava internado desde o último dia 2, com um quadro de choque séptico que evolui para uma infecção pulmonar.

Sábato Magaldi era membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) e, desde a década de 1950, publicava artigos no Suplemento Literário do jornal o Estado de São Paulo. Mineiro, nascido em Belo Horizonte em 9 de maio de 1927, o intelectual era formado em direito. Morou na França entre 1950 e 1953, quando recebeu o certificado de estética da Universidade de Paris-Sorbonne, título concedido aos aprovados em cursos de psicologia e história da arte moderna.

Logo após voltar ao Brasil, foi convidado a dar aulas sobre a História do Teatro na Escola de Arte Dramática, em meio a várias atividades ligadas ao teatro. Em 2000, recebeu o título de professor emérito da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP).

Também foi secretário municipal de Cultura, durante a gestão do prefeito Olavo Setubal, em São Paulo. Obteve ainda o título de doutorado pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, FFLCH/USP, em 1972, com a tese Teatro de Oswald de Andrade, e fez a livre-docência, em 1983, na ECA/USP, defendendo a tese Nelson Rodrigues: Dramaturgia e Encenações.

Sábato foi o responsável pela organização e publicação dos quatro volumes da obra Teatro Completo de Nelson Rodrigues entre 1981 a 1989. Entre outros títulos produzidos por ele estão: Panorama do Teatro Brasileiro, 1962; Iniciação ao Teatro, 1965; O Texto no Teatro, 1989; Moderna Dramaturgia Brasileira, 1998; Depois do Espetáculo, 2003; Teatro da Ruptura: Oswald de Andrade e Teatro da Obsessão: Nelson Rodrigues, 2004.

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