Firjan diz que empresário do Rio está mais pessimista com economia do estado

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) divulgou hoje (20) o Índice de Confiança do Empresário Industrial Fluminense (Icei-RJ). De acordo com os dados, o pessimismo do empresariado local é crescente em relação às condições da economia regional. 

"Os resultados do Icei descrevem, com clareza, o cenário atual, onde o Brasil já sinalizou mudanças importantes que afetam o ambiente de negócios, como o ajuste das contas públicas, reformas essenciais, enquanto o Rio de Janeiro ainda está patinando em uma crise financeira, especialmente das contas públicas, em que não há uma sinalização clara", informou o gerente de Estudos Econômicos da entidade, Guilherme Mercês.

Conforme os números da Firjan, em julho a pesquisa registrou 23,1 pontos no indicador de condições atuais da economia do estado, interrompendo a trajetória de recuperação que se iniciou há três meses.

Projeto

"Os empresários estão mais pessimistas com a economia do Rio de Janeiro e acreditam cada dia mais na economia brasileira", afirmou o economista. O indicador relativo à economia nacional atingiu 31 pontos, maior valor desde julho de 2014. Em junho, o índice foi 28,5 pontos.

Guilherme Mercês destacou que o pessimismo registrado pelo índice pode piorar, dependendo do resultado da votação, programada para amanhã (21) na Assembleia Legislativa (Alerj), do Projeto de Lei 2008/2016, que cria um fundo que reduz os incentivos fiscais.

Segundo Mercês, enquanto o governo federal adota medidas de controle dos gastos públicos e de reformas da previdência e trabalhista, "o governo do estado acenou ontem com o envio à Alerj de um projeto que aumenta os impostos. Obviamente, isso pode ter novo impacto negativo sobre a percepção do empresário, que dificulta ainda mais uma retomada da economia do estado".

Exportações

Para o economista da Firjan, uma eventual aprovação do projeto terá impacto significativo na confiança dos empresários.

Em função da crise do país e do estado em especial, a saída tem sido o mercado externo, acrescentou Mercês. O indicador de exportações (52,2 pontos) marcou crescimento pelo terceiro mês consecutivo, influenciado pela taxa de câmbio.

Mercês informou ainda que, em termos de políticas públicas, o governo fluminense deve seguir no mesmo caminho pessimista. "O governo do estado precisa tomar medidas de contenção dos gastos públicos, especialmente os relacionados ao funcionalismo, que cresceram muito nos últimos anos. O governo não tem condições de sustentá-los no momento atual".

Expectativas

Em relação às expectativas para os próximos seis meses, o índice geral mostra estabilidade em julho (46,8 pontos) ante junho (46,9 pontos). Enquanto a expectativa sobre a economia brasileira cresceu de 41,8 pontos para 42,8 pontos, a percepção dos empresários fluminenses com a economia estadual caiu de 37 pontos para 35,2 pontos, depois de experimentar sequência de três meses de alta.

A pesquisa varia de zero a 100, sendo que os valores inferiores a 50 pontos indicam redução ou pessimismo. O Icei-RJ de julho ficou estável, fechando em 42,4 pontos. Em junho, o resultado atingiu 42,6 pontos. Já o Icei Brasil cresceu pelo terceiro mês seguido e somou 47,3 pontos.

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