Ministro da Cultura nega motivação política na demissão de comissionados

Douglas Correa - Repórter da Agência Brasil*

Marcelo Calero diz que o corte dos comissionados está de acordo com a promessa de valorização dos funcionários de  carreira,  feita  por  ele  no dia em que tomou posse no Ministério da CulturaValter Campanato/Agência Brasil

O ministro das Cultura, Marcelo Calero, negou hoje (29) que os 81 servidores comissionados demitidos nesta semana tenham sido desligados da pasta por razões políticas. Segundo o ministro, a decisão está em conformidade com promessa de valorização dos funcionários de carreira, feita por ele feita na cerimônia de posse.

Calero disse que de 40 a 50 desses cargos de chefia serão ocupados por servidores de carreira do ministério escolhidos em um processo de seleção interna. Os demais cargos serão extintos, de acordo com orientação do Ministério do Planejamento para economizar.

"A questão é: funcionários comissionados que não sejam funcionários públicos de carreira. Um negócio absolutamente objetivo, que é resultado de uma demanda da sociedade. A sociedade quer uma instituição pública eficiente, republicana, moderna, e isso passa pelo servidor de carreira. Aquele que chegou aos quadros do serviço público, não por ser conhecido de alguém ou apadrinhado, mas por mérito próprio", explicou o ministro.

Calero destacou que ele próprio perdeu gente competente de seu gabinete. "A pessoa é competente e já está no ministério não sei há quantos anos. "Desculpe, mas essa pessoa não devia nem estar lá", aflrmou.

O ministro não soube estimar qual a economia financeira que seria gerada pelo corte de servidores comissionados, mas informou que os processos de seleção interna devem ser lançados na próxima segunda-feira (1°) para que se defina em cerca de 15 dias quem vai ocupar essas funções de confiança.

Marcelo Calero confirmou que vai reavaliar o nome de Oswaldo Massaini Filho para a diretoria da Cinemateca Brasileira, em substituição a Olga Futtema, uma das exoneradas. Massaini é acusado de crime de estelionato, e sua indicação do nome recebeu várias críticas de pessoas ligadas à área da Cultura.

*Colaborou Tâmara Freire, repórter do Radiojornalismo

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