Lira propõe que julgamento de Dilma comece dia 25 e prossiga no fim de semana

Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil

O presidente da Comissão Especial do Impeachment, senador Raimundo Lira, diz que "existe uma possibilidade"

de o julgamento começar no dia 25, e não no dia 29, como anunciou o SupremoMarcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da Comissão Processante do Impeachment, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), disse hoje (2) que "existe uma possibilidade" de que a sessão de julgamento final [do processo que pede o afastamento] da presidenta Dilma Rousseff comece na quinta-feira, 25 de agosto, e não na segunda-feira, 29, como foi anunciado em nota pelo Supremo Tribunal Federal.

Lira informou que se reúne ainda nesta terça-feira com o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, para tratar do assunto. Os prazos processuais do impeachment permitiriam que o julgamento comece no dia 25 e a decisão de Lewandowski de deixar o início para o dia 29 provocou cobrança de alguns senadores ligados ao governo interino de Michel Temer, como o senador Romero Jucá (PMDB-RR).

"Hoje eu vou me reunir com o presidente do Supremo Tribunal Federal, porque existe uma possibilidade de essa sessão de julgamento, em vez de começar na segunda-feira [29], começar já na quinta feira [25]. E, mesmo começando no dia 29, acreditamos que há uma grande possibilidade de não chegar ao mês de setembro. Isso não foi ainda decidido", disse Lira.

O senador defende o trabalho do Senado durante o fim de semana, uma vez que o julgamento pode se prolongar por vários dias. "A previsão, hoje, é começar na segunda, mas há uma forte tendência de começar na quinta. E faremos uma avaliação sobre continuar no fim de semana. Se depender da minha vontade - não depende, depende exclusivamente da vontade do presidente do STF -, trabalharemos no final de semana", concluiu.

Leitura do relatório

O relator,  Antonio Anastasia, lê seu parecer, favorável ao afastamento de DilmaMarcelo Camargo/Agência Brasil

O relator do processo de impeachment, senador Antonio Anatasia (PSDB-MG), começou a ler seu parecer, favorável à pronúncia e ao impedimento de Dilma por volta das 14h e fez uma pequena interrupção às 16h50. A previsão é que Anastasia leia pouco mais de 200 das 400 páginas totais do relatório.

Em seguida, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) lerá um voto em separado, apresentado por ela e outros senadores favoráveis à Dilma.

A votação ocorrerá somente quinta-feira (4). Em seguida, os integrantes da comissão processante seguirão para o plenário do Senado, que fará a primeira votação de pronúncia na próxima terça-feira (9).

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