Museu aproveita Paralimpíada para ampliar debate sobre inclusão social

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

Aproveitando a Paralimpíada brasileira, que começa a partir do dia 7 de setembro, o Museu do Amanhã, localizado na Praça Mauá, está com a exposição de fotos Esporte e Cérebro - A Expansão do Corpo pela Tecnologia. O intuito é ampliar o debate sobre inclusão de pessoas com deficiências que somam, no Brasil, cerca de 45 milhões de indivíduos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o gerente de Conteúdo da instituição, Leonardo Menezes, responsável pela criação da mostra, o museu tem dois eixos, um deles é o da sustentabilidade; o outro o da convivência.

Menezes disse que a exposição Esporte e Cérebro - A Expansão do Corpo pela Tecnologia alia a discussão de novas pesquisas sobre o funcionamento do cérebro e como ele consegue expandir sua imagem corporal por meio da agregação de próteses e outras tecnologias artificiais ao corpo humano. "A gente enxergou nisso um paralelo com os paratletas que estão sempre utilizando próteses e artefatos como cadeiras de rodas e outras tecnologias para poderem praticar uma modalidade esportiva". São cerca de 16 fotografias que retratam diferentes paratletas nas suas modalidades. "A gente traz os conteúdos do cérebro a partir da representação da imagem de cada um deles na sua prática", disse.

Para o gerente, a realização da Olimpíada e da Paralimpíada no Rio de Janeiro é uma oportunidade para trazer esse conteúdo e o debate com relação à inclusão na sociedade de pessoas com algum tipo de deficiência. Menezes acredita que essa ação vai reverberar na programação do museu. "O Brasil é considerado uma potência na Paralimpíada", disse o gerente do Museu do Amanhã. Na última Paralimpíada de Londres, o Brasil ficou em sétimo lugar e no Para-panamericano de Toronto, no ano passado, ocupou o primeiro lugar na classificação.

Além de dar visibilidade às equipes que chegam ao Rio de Janeiro com muitas expectativas para os Jogos Paralímpicos, o museu quer trazer conteúdos que ao mesmo tempo divulgam pesquisas relativas ao uso do cérebro e como ele consegue se adaptar e incorporar tecnologias ao corpo, mesmo com a falta de um membro.

Junto com a exposição, haverá palestras no Observatório do Amanhã com neurocientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que abordarão a plasticidade do cérebro e a possibilidade dele incorporar tecnologias à imagem do corpo. O museu oferecerá ainda a exibição do documentário Paratodos, que aborda a trajetória de paratletas brasileiros até chegar à sua preparação para a Paralimpíada Rio 2016, seguida de debate com o diretor do filme, Marcelo Mesquita.

Para os debates com neurocientistas e a exibição do filme, as inscrições são gratuitas e podem ser feitas previamente no site do museu. Já para a exposição de fotos, é necessário adquirir ingresso do museu via internet. A mostra vai até dia 2 de outubro.

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