Derrota contra Grã-Bretanha abre história olímpica do rugby feminino brasileiro

Vinícius Lisboa - repórter da Agência Brasil

A história olímpica do Brasil no rugby de sete feminino começou com um confronto difícil contra a Grã-Bretanha, em que as brasileiras conseguiram se impor em boa parte do primeiro tempo, mas sofreram quatro "trys" nos sete minutos seguintes. No rugby, um try é marcado quando um jogador consegue chegar ao fundo do campo adversário, e ele é convertido quando o atleta ainda consegue chutar a bola e marcar "um gol". Cada try vale cinco pontos, e a conversão vale mais dois.

Beatriz Muhlbauer acredita que o time começou bem, mas não manteve o mesmo nível. "Acho que a gente fez um ótimo primeiro tempo. No segundo, cometemos muitos erros", disse ela. Para ela, a partida foi "mais ou menos" um bom começo para a história olímpica do esporte para o Brasil. "A gente fez um bom primeiro tempo, mas podia ter errado um pouquinho menos no segundo tempo para fazer um jogo mais bacana."

O placar final foi 29 a 3 para as britânicas, que fizeram três "trys" com Natasha Hunt, Jasmine Joyce e Emily Scot e ainda converteram os dois feitos por Joanne Watmore e Katy McLean. As brasileiras marcaram um pênalti, com Raquel Kochhann, ainda no segundo tempo.

Beatriz avalia que o clima pesou a favor do Brasil, com o sol forte no Rio de Janeiro. "É perfeito pra gente. A gente queria que elas tivessem cansado mais", brinca ela. "Pra mim, quanto mais quente, melhor, mais bochechas rosas eu vou ver, então está lindo."

O apoio da torcida brasileira também deu força para ajudar o país a enfrentar as britânicas, que ocupam a quarta colocação no ranking mundial. As brasileiras apoiaram o time, vaiaram as britânicas quando tomavam a bola e aplaudiram as jogadas do Brasil, que ocupa a 10ª posição no ranking mundial.

"É bacana ter a torcida do lado torcendo e apoiando desde o primeiro minuto, mesmo que a gente erre ou acerte. Ter eles faz toda a diferença", disse a brasileira Edna Santini. "A gente evoluiu contra a Grã-Bretanha. No torneio que a gente faz, no circuito mundial, elas ficam mais tempo com a bola e agora foi diferente. Tem que ver os erros, os detalhes e poder converter."

Bandeiras do país e também da Grã-Bretanha podiam ser vistas na arquibancada, além de outras de países que também jogaram hoje, como a líder do ranking mundial Nova Zelândia, que venceu o Quênia por 52 a 0. O Brasil terá outro jogo hoje, contra o Canadá, que é o terceiro no ranking mundial.

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