Bienal Internacional discute as incertezas por meio da arte

Elaine Patricia Cruz - Repórter da Agência Brasil

As incertezas da vida e as possibilidades que elas oferecem, se apresentam e se incorporam na arte contemporânea servem como tema da 32ª edição da Bienal Internacional de Arte de São Paulo. A bienal começa no próximo sábado (10) e termina no dia 11 de dezembro, no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera. A entrada é gratuita.

"Enquanto a estabilidade é compreendida como uma cura para a angústia, a incerteza geralmente é evitada ou recusada. As artes, contudo, sempre jogaram com o desconhecido", diz o texto que apresenta o evento, assinado pelo curador Jochen Volz, com co-curadoria de Gabi Ngcobo, Júlia Rebouças, Lars Bang Larsen e Sofía Olascoaga.

No texto, os curadores dizem que o tema deste ano está ligado "a processos de tomada de decisão individuais ou coletivos" e se constrói "como um jardim, no qual temas e ideias se entrelaçam livremente em um todo integrado".

Artistas e coletivos

A exposição deste ano apresenta produções de 81 artistas e coletivos de 33 países, questionando a política, a economia e a mídia e, muitas vezes, apresentando uma abordagem ecológica. A construção do tema foi um processo coletivo, iniciado no ano passado e envolvendo professores, estudantes, artistas, ativistas, lideranças indígenas, educadores, cientistas e pensadores.

Segundo o curador Jochen Volz, as obras da 32ª Bienal trazem estratégias sobre como se é possível viver com a incerteza. "Estamos buscando compreender diversidades, olhar para o desconhecido e interrogar aquilo que tomamos como conhecido. Entendemos os diferentes saberes do nosso mundo como complementares e não como excludentes", disse ele.

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