"A cegueira não é um obstáculo", afirma judoca português nas Paralimpíadas

Nana Pôssa - Repórter do Radiojornalismo

Miguel Vieira é o primeiro judoca de Portugal a participar das Paralimpíadas e diz que a adaptação ao esporte é feita dia a dia Divulgação /Comitê Paralímpico de Portugal)Divulgação /Comitê Paralímpico de Portugal

Miguel Vieira, judoca português e primeiro atleta da modalidade a ser enviado por seu país aos Jogos Paralímpicos, foi derrotado hoje (8) pelo brasileiro Halyson Bôto.

O atleta falou à repórter Nana Pôssa, da Radioagência Nacional, sobre a sua participação nos jogos e a superação de voltar a lutar após a cegueira.

 

"É uma adaptação feita dia a dia e precisa muito da nossa persistência pessoal. A maior parte da aventura de sermos e decidirmos aquilo que podemos ou não alcançar tem que vir de dentro de nós e o cegar não é um obstáculo tanto para mim como para outros adversários que fazem judô", diz o atleta português.

Vieira, está com 50 anos de idade e pratica judô profissionalmente há 10 anos, seis deles após perder a visão: "Isso é apenas uma lesão, como tenho dito. Hoje, não vejo, mas tenho muita coisa por fazer e por ganhar e é nessa situação que eu me encontro. Como gosto de dizer sempre, a cegueira não é impedimento para nada, é apenas um momento em que não vemos, mas conseguimos fazer mais que aqueles que podem ver ".

Veja o guia das modalidades paralímpicas (http://www.ebc.com.br/modalidades-paralimpicas-rio-2016

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